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Meio Ambiente

Empresa atribui incêndio a rompimento de cabo de energia e nega uso de fogo

Agropecuária Vovó Lili afirma ter anulado multa de R$ 4,14 milhões, aplicada pelo Imasul

Por Gustavo Bonotto | 28/07/2026 19:19
Empresa atribui incêndio a rompimento de cabo de energia e nega uso de fogo
Vista aérea do incêndio, registrado em 2024. (Foto: Reprodução processual)

A Agropecuária Vovó Lili Ltda., proprietária das fazendas São José, Vó Lindalva e Boa Sorte, contestou a investigação aberta pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sobre o incêndio que atingiu quase 600 hectares em propriedades rurais situadas no município de Porto Murtinho, a 439 quilômetros de Campo Grande.

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A Agropecuária Vovó Lili Ltda. contestou investigação do MPMS sobre incêndio que atingiu quase 600 hectares em Porto Murtinho (MS). A empresa nega uso de queimadas e afirma que o fogo foi causado pelo rompimento de cabo de energia elétrica. Também contesta a aplicação de multas de R$ 4,14 milhões pelo Imasul, afirmando que o auto de infração foi anulado após apresentação de defesa administrativa.

Em nota enviada ao Campo Grande News, a empresa alega que o fogo registrado em agosto de 2024 foi provocado pelo rompimento de um cabo da rede de distribuição de energia elétrica, nega ter utilizado queimadas e afirma que o auto de infração aplicado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) foi anulado.

A manifestação foi encaminhada cerca de dois meses após reportagem mostrar que o MPMS instaurou inquérito civil para apurar o incêndio de vegetação nativa e pastagem. Na ocasião, documentos de acesso público do órgão apontavam que o Imasul aplicou R$ 4,14 milhões em multas ambientais por uso irregular do fogo durante o período proibitivo e por incêndio em vegetação nativa. Os autos consultados também registravam que a empresa havia sido declarada revel no processo administrativo.

Na manifestação, recebida nesta terça-feira (28), a Agropecuária Vovó Lili afirma que "jamais fez uso de fogo em qualquer de suas propriedades" e sustenta que o incêndio "decorreu exclusivamente de fator externo, consistente no rompimento de cabo de energia elétrica da rede de distribuição".

A empresa também afirma que havia construído aceiros em toda a propriedade antes do incêndio, medida que, segundo a nota, foi adotada "exatamente como forma de prevenir a ocorrência de incêndios". Ainda conforme o posicionamento, "tomou todas as medidas possíveis de controle e combate ao incêndio", acionando o Corpo de Bombeiros e contando com apoio de propriedades vizinhas.

Outro ponto contestado diz respeito ao processo administrativo. A empresa afirma que "não foi considerada revel no processo administrativo, pois a notificação inicial havia sido encaminhada para endereço estranho às suas atividades". Ainda segundo a nota, posteriormente foi aberto prazo para apresentação da defesa administrativa e, "após apreciação da defesa administrativa", o auto de infração teria sido anulado.

A Agropecuária Vovó Lili também afirma que sofreu prejuízos provocados pelo incêndio, prestou esclarecimentos ao MPMS e permanece à disposição das autoridades. Ao final da manifestação, diz ser "empresa comprometida com a preservação do meio ambiente" e informa conservar mais de 1,5 mil hectares de vegetação nativa além da reserva legal.