Motoristas de ônibus pedem reajuste de 10% e assistência para saúde mental
Categoria apresentou pauta nesta terça-feira e quer ampliar benefícios; data-base é em 25 de outubro
Motoristas do transporte coletivo de Campo Grande querem reajuste salarial de 10% e a criação de um plano de assistência à saúde mental. As reivindicações fazem parte da pauta apresentada pela categoria em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (15), na sede do sindicato, na Rua Rui Barbosa, Vila Glória.
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Motoristas do transporte coletivo de Campo Grande aprovaram em assembleia uma pauta de reivindicações que inclui reajuste salarial de 10%, criação de plano de saúde mental, aumento das horas extras de 50% para 100%, elevação do vale-alimentação de R$ 400 para R$ 480 e 10% na PLR. As propostas serão levadas à negociação da data-base da categoria, prevista para 25 de outubro.
A reunião começou às 9h30, em segunda convocação, e teve a participação de 13 trabalhadores, todos motoristas. A assembleia serviu para apresentar e discutir as propostas que serão levadas às negociações da próxima data-base da categoria, em 25 de outubro.
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O presidente do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano), Demétrio Ferreira de Freitas, explicou que a intenção é buscar avanços nas cláusulas econômicas da convenção coletiva. Segundo ele, o índice de referência citado pelo sindicato é de 3,98%, mas a reivindicação apresentada pelos trabalhadores é de aumento de 10%. “Estamos colocando na nossa pauta um reajuste salarial de 10%. O nosso índice é de 3,98%”, afirmou.
A lista de reivindicações não para no salário. Atualmente, segundo Demétrio, as horas extras são remuneradas com adicional de 50%. A categoria pretende negociar a elevação para 100%.
No cartão-alimentação, a proposta é aumentar o benefício dos atuais R$ 400 para R$ 480, alta de 20%. Outra novidade defendida pelo sindicato é a criação de um vale-refeição para quem fizer hora extra.
“A gente acha mais que justo ter ticket-refeição para quem faz hora extra. É uma coisa nova, a gente vai trabalhar para conquistar”, disse Demétrio. A proposta é de R$ 20 por dia, considerando até 26 dias no mês.
Os motoristas também pretendem negociar melhorias na assistência à saúde, manutenção do plano odontológico e alterações nas comissões pagas aos trabalhadores. Segundo o sindicato, atualmente os percentuais são de 1,5% para veículos convencionais e 2% para articulados.
Uma das reivindicações que entra na pauta neste ano é a assistência voltada à saúde mental. Demétrio afirma que a demanda está relacionada às condições enfrentadas diariamente pelos trabalhadores no transporte público. “Hoje nós sabemos a dificuldade que é trabalhar no transporte coletivo e aparece demanda nessa área”, explicou.

A pauta ainda prevê a tentativa de alcançar 10% na PLE (Participação nos Lucros e Resultados).
Segundo Demétrio, o sindicato sabe que as negociações das reivindicações não serão feitas diretamente com o Consórcio Guaicurus. A assembleia desta terça-feira é uma etapa anterior, destinada à definição da pauta que a categoria pretende defender na negociação da data-base.
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