Encontro de rios desenha um dos contrastes mais bonitos nas águas do Pantanal
É possível distinguir o Rio Aquidauana do Rio Touro Morto pelas cores
RESUMO
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No Pantanal de Mato Grosso do Sul, o encontro dos rios Touro Morto e Aquidauana impressiona pela beleza e pela raridade do fenômeno em que as águas correm lado a lado sem se misturar por quilômetros. O pescador Bruno Girotto registrou o encontro e explicou que a faixa escura visível é o Touro Morto, de águas transparentes. A região, acessível apenas de barco, fica a 100 km de Miranda e abriga onças-pintadas, antas e capivaras.
Assim como o Amazonas tem o encontro dos rios Negro e Solimões, Mato Grosso do Sul tem os seus e um dos mais bonitos é o do Rio Touro Morto com o Rio Aquidauana, no Pantanal.
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Apesar de a palavra "encontro" presumir uma mistura, as águas podem dividir espaço no leito sem se juntarem por vários quilômetros. Diferenças físicas explicam por que o barrento Aquidauana e o transparente Touro Morto correm lado a lado separadamente, mesmo fenômeno presente no caso do Rio Negro e do Rio Solimões.
Nesta quarta-feira (1º), o pescador esportivo Bruno Girotto compartilhou vídeo do encontro dos rios do Pantanal na página Pescadores MS, no Instagram, que é dedicada a mostrar rios e expedições de pesca em Mato Grosso do Sul.
Sobre o que se vê nas imagens, ele explica que a faixa preta é o Rio Touro Morto. "Fica escura porque dá para ver o fundo do rio, de tão transparente que ele é por vir de vazante", diz.
O pescador fez a gravação durante uma ação publicitária na transmissão da Copa do Mundo numa página do YouTube, durante o jogo Brasil x Japão, na última segunda-feira (29). A ideia era mostrar que dá para assistir futebol mesmo estando num barco.
Coincidência trágica - Girotto acabou filmando o lugar onde o caseiro Jorge Avalo, 60, morreu após o ataque de uma onça-pintada em abril do ano passado. Foi no entorno das casas mostradas. A vítima era conhecida como Jorginho e trabalhava num pesqueiro.
O pescador confirma que a região, chamada de Touro Morto, tem muitas onças e outros animais como antas, capivaras, tuiuiú, além de mais exemplares da fauna pantaneira.
Devido ao difícil acesso e à presença dos animais silvestres, o conselho dele é visitá-la sempre acompanhado por um guia.
Ecoturismo e pesca - O local é isolado e só pode ser acessado de barco. Fica a cerca de 100 km do município de Miranda e a duas horas da ponte do Passo do Lontra.
Apenas a modalidade pesque e solte é permitida aos pescadores. Os rios têm dourados, pacus e pintados, cita o pescador.
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