Estado investe mais de R$ 1 milhão em pesquisas para embasar lei do dourado
Cada linha teórica terá duração de até 24 meses, período em que os dados devem ser analisados e consolidados

A proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul, que já dura anos e sempre foi alvo de debate pela falta de dados científicos, começa a ganhar base mais concreta com o investimento público em uma série de pesquisas no Estado.
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Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 1 milhão em pesquisas sobre o dourado para embasar cientificamente a proibição da pesca da espécie no Estado. Financiados pela Fundect e pelo Imasul, os projetos envolvem universidades como UEMS, UFMS, UFGD e UEM, com duração de até 24 meses. Os estudos analisarão dados técnicos e ouvirão pescadores das bacias dos rios Paraguai e Paraná, com o objetivo de subsidiar decisões futuras sobre a manutenção ou revisão da lei.
Editais financiados pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente), somam mais de R$ 1 milhão para tentar responder justamente o que ficou em aberto desde a criação da lei: qual é, de fato, a situação do dourado nos rios sul-mato-grossenses.
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Os projetos aprovados seguem linhas diferentes, mas complementares. Parte das pesquisas vai ouvir pescadores e ribeirinhos para entender a percepção sobre a presença e a pesca do dourado nas bacias dos rios Paraguai e Paraná, incluindo recortes específicos como Miranda, Aquidauana, Dourados e Brilhante.
Outra frente mira dados mais técnicos, como a estrutura populacional e etária da espécie, além do levantamento de informações já existentes sobre o peixe no Estado. A ideia é cruzar conhecimento científico com a realidade de quem vive da pesca.
As pesquisas envolvem instituições como a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e a UEM (Universidade Estadual de Maringá), com coordenação de pesquisadores que já atuam na área. Cada projeto terá duração de até 24 meses, período em que os dados devem ser coletados, analisados e consolidados.
Na prática, o pacote de estudos tenta preencher uma lacuna que sempre acompanhou a lei que proibiu a pesca do dourado. A medida foi adotada como forma de preservação, mas sem um diagnóstico amplo da espécie no Estado, o que alimentou críticas e dúvidas ao longo dos anos.
Agora, com os projetos em andamento, a expectativa é que os resultados sirvam de base para decisões futuras, seja para manter, revisar ou até flexibilizar a proibição, com base em evidências e não apenas em percepção.
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