Fauna do mundo encontra o Pantanal e se sente acolhida na Capital
Evento global realizado em Campo Grande entrou neste domingo em seu último dia
Animais de toda parte do globo se sentaram nas cadeiras e mesas postas no espaço do Bosque Expo, em Campo Grande, e definiram seu futuro. Se não de forma literal, o fizeram através dos países onde vivem e das organizações que os defendem.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Entre os dias 23 e 29 de março, a Capital reuniu cientistas, pesquisadores e representantes de países que, ao final, parabenizaram a hospitalidade de seus habitantes. Matthew Schurch, da organização Humane World for Animals (Mundo humano para os animais, em tradução livre), chegou à conferência até de chinelos, tamanho o conforto que sentiu.
- Leia Também
- COP15 confirma medidas para proteção de animais que cruzam países
- Carta entregue na COP15 pede política hídrica para o Pantanal
"É minha primeira vez no Brasil. Primeira vez, obviamente, em Campo Grande e, pelo que vi, tem sido adorável", afirmou ao completar que todo o ambiente é descontraído. "Vejo pessoas aqui com trajes culturais, de terno, de camiseta. É um ambiente muito amigável e descontraído".
Alocado na África do Sul, ele explicou que a entidade que representa não tem poder de voto, mas "estamos aqui para tentar garantir que os aspectos humanitários sejam inseridos na esfera da conservação", citando que ele atua com os animais na cadeia alimentar na África do Sul, focando na proteção de leopardos, rinocerontes, elefantes e rinocerontes-negros. "Espécies como o elefante possuem muita cultura e são indivíduos muito conscientes."
Para o integrante do equivalente ao Ministério do Meio Ambiente no Senegal, Cheikh Djigo, a população da Capital é muito interessante. "Não temos dificuldade em abordá-las nem em conversar para pedir ajuda ou orientação", comentou, dizendo ainda que parabenizou a organização e a arborização. "A cidade é muito verde e eu gosto de lugares assim." Pelo país africano, ele e outros representantes do Senegal votaram pela inclusão de alguns animais nos anexos 1 e 2 da CMS, como o tubarão-martelo, elefante e abutre-fouveiro.
"Temos algumas espécies que estão ameaçadas, conforme notado na Lista Vermelha da UICN, e também algumas espécies que podem ser protegidas. Nesta reunião, planejamos a proteção delas através da inscrição nos anexos", comentou.
Pela África do Sul, Mohlago Mokghola afirmou que a convenção está amadurecendo e que "há uma ênfase agora na tomada de decisão baseada na ciência", destacando que, apesar de o país não ter espécies locais nas votações, "houve algumas espécies listadas que têm implicações para nós. E deixamos clara a nossa visão sobre onde nos posicionamos em relação a isso, ou pelo menos avançamos meio caminho", finalizou.
As COPs são as principais instâncias decisórias da CMS (também conhecida como Convenção de Bonn), com foco na proteção de animais que se movem regularmente entre países, garantindo sua sobrevivência.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.





