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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

13/09/2017 16:46

Grupo de pescadores grava vídeo puxando sucuri pelo rabo no Pantanal

Imagens, que indicam maus-tratos ao bicho, viralizam por grupos de Whatsapp

Izabela Sanchez
Homem puxa sucuri pelo rabo enquanto outro filma (Reprodução)Homem puxa sucuri pelo rabo enquanto outro filma (Reprodução)

Um vídeo que circula em grupos ligados ao setor de turismo de Mato Grosso do Sul mostra, supostamente, um grupo de turistas de Divinópolis (MG) puxando pelo rabo uma sucuri, à beira do rio Paraguai, na região de Corumbá. A reportagem do Campo Grande News recebeu a denúncia de uma pessoa que preferiu não ser identificada.

Confira as imagens:

Conforme explicou o denunciante, o grupo de pesca esportiva estava no distrito de Albuquerque, em Corumbá - a 419 km de Campo Grande, na última semana. No vídeo é possível ver um dos homens puxando a cobra, que tenta voltar para a água a todo momento. O grupo ri e faz piadas.

Com as imagens, é possível identificar o homem que puxa a sucuri, já que ele veste uma camiseta do grupo de pesca com o nome 'Adelson' estampado. A denúncia afirma que o grupo viajou à região acompanhado de um programa que acompanha pescadores pelo Brasil.

De Minas Gerais, o programa é intitulado "O Bom da Pesca - com Sérgio Fonseca". A reportagem confirmou a existência do programa, que é veiculado na TV Candidés, de Divinópolis, ligada ao sistema MPA de Comunicaçãos. Segundo a denúncia, o programa deve ser exibido a qualquer momento no Estado mineiro.

Aplicativo de celular - A pessoa que encaminhou a denúncia relata ter recebido as imagens por meio de um aplicativo que une pescadores de todos os lugares. Através do app, explica, é possível acompanhar a localização exata de vídeos e fotos quando são publicados.

Além disso, ainda é possível acompanhar quantas pessoas visualizam os vídeos. Segundo relatou, já são mais de 3 milhões de visualizações desse vídeo. A denúncia ainda declara que o grupo praticou maus-tratos contra sucuris mais vezes enquanto esteve na região.

Consultada, a PMA (Polícia Militar Ambiental) de Mato Grosso do Sul explicou, por meio da assessoria de imprensa, não ter conhecimento do vídeo. A corporação pediu que a reportagem encaminhasse o vídeo e declarou que irá investigar o caso. Segundo a assessoria de imprensa, casos de maus-tratos podem culminar em até 1 ano de detenção, além de multa que pode chegar à R$ 3 mil para cada pessoa envolvida.

A lei que dispõe sobre sanções penais e administrativas àqueles que maltratarem animais é regulamentada pela Federação e data de 1998. Segundo o Art. 29, é proibido "matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida".

Falta de orientação - Profissionais que trabalham com o turismo de pesca na região de Albuquerque prefefiram não serem identificados, mas explicaram que a prática é frequente em pousadas e estâncias pantaneiras. Conforme relataram, há falta de orientação dos profissionais e funcionários para os turistas, em especial àqueles que não são do Estado.

A reportagem consultou a produção da TV Candidés, que encaminhou o número de celular do apresentador do programa. A reportagem ligou diversas vezes, mas ainda não conseguiu contato.

 




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