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Meio Ambiente

Secretaria de Agricultura corta árvores para ampliar estacionamento

Por Yarima Mecchi | 03/11/2016 10:07
Funcionário fizeram o corte na manhã de ontem. (Foto: Lucimar Couto)
Funcionário fizeram o corte na manhã de ontem. (Foto: Lucimar Couto)

Árvores que ficavam na lateral do pátio da Sepaf (Secretaria do Estado de Produção e Agricultura Familiar) foram arrancadas para dar mais espaço a carros. O local onde estavam será coberto com pedra brita para um novo estacionamento. 

O secretário responsável pela pasta, Fernando Mendes Lamas, garante que os exemplares foram tirados com autorização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em um processo iniciado há 60 dias.

"Todas as árvores que foram cortadas são exóticas, podas e cortes foram aprovados pelo Imasul. Não foram cortada árvores nativas".

Galhos foram colocados em caminhonete da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). (Foto: Yarima Mecchi)
Galhos foram colocados em caminhonete da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). (Foto: Yarima Mecchi)

O secretário afirma que as raízes estavam danificando a calçada e o meio-fio nos arredores do prédio. Por esse motivo, diz, foi feita a remoção.

Ele garantiu que novas mudas serão plantadas no local. "As árvores estão danificando o piso e o meio-fio e limitando a área de estacionamento. Estão sendo substituídas, vamos colocar novas no lugar".

Lamas disse também que parte da área será coberta com grama e outra parte com pedra brita para manter a permeabilidade do solo. "Não está sendo feito piso com cimento porque torna o ambiente impermeável e queremos manter a infiltração da água no solo".

Área desmatada em junho fica localizada ao lado do estacionamento da Assembleia Legislativa (Foto: Alcides Neto)
Área desmatada em junho fica localizada ao lado do estacionamento da Assembleia Legislativa (Foto: Alcides Neto)

Desmatamento - Em junho foi denunciado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul que uma área do Parque dos Poderes estava sendo desmatada para a ampliação da PGE (Procuradoria Geral do Estado).

Na época a assessoria da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), disse que estava ocorrendo uma supressão vegetal no local para atender uma antiga e necessária reivindicação da PGE, que hoje funciona no Parque dos Poderes com área insuficiente, e por conta disso aluga outros imóveis para alojar alguns de seus setores.

A Agesul disse ainda que houve todo o embasamento legal ambiental, como norma de procedimento da atual gestão da Seinfra (Secretaria de Estado da Infraestrutura) e da própria PGE.

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