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Cacau, o furão, vira sucesso nas redes e mostra rotina nada simples

Sul-mato-grossense decidiu ter animal exótico dentro de casa, mas vive entre fofura e caos

Por Natália Olliver | 07/05/2026 08:08

A sul-mato-grossense Letícia Fialho de Jesus, de 29 anos, que vive na Europa, escolheu ter um furão como animal de estimação. O bicho, batizado de Cacau, tem ganhado visualizações nas redes sociais pela fofura. Além disso, a tutora do animal recebe muitas perguntas sobre a possibilidade de ter um animal como esse.

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Letícia Fialho de Jesus, sul-mato-grossense de 29 anos que vive na Europa, cria um furão chamado Cacau, que virou sucesso nas redes sociais. No Brasil, a criação do animal exige documentação do Ibama, microchip e nota fiscal. Na Europa, são necessários microchip, vacinas e passaporte pet. Carnívoro e crepusculares, furões dormem até 18 horas por dia e exigem ambiente adaptado e veterinário especializado.

Antes de ter um furão, Letícia precisou entender que se trata de um animal que exige responsabilidade, inclusive legal. Apesar do tamanho pequeno e da aparência dócil, os cuidados são intensos e a criação é regulamentada. Ou seja, não dá para simplesmente adotar um furão sem origem legal.

No Brasil, o furão só pode ser criado com origem comprovada, nota fiscal, microchip e documentação autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Espécies silvestres brasileiras, inclusive, não podem ser mantidas como animais domésticos.

Além da burocracia, o animal exige veterinário especializado, alimentação específica e um ambiente adaptado para evitar acidentes.

Na Europa, onde Letícia mora hoje, o processo é mais simples, mas também tem regras. O furão precisa de microchip, vacina em dia, passaporte pet e acompanhamento veterinário.

Em países como Portugal, Espanha, França e Alemanha, ele é permitido como animal de companhia, desde que esteja registrado. Sem documentação, pode gerar multa, apreensão e até quarentena.

Cacau, o furão, vira sucesso nas redes e mostra rotina nada simples
Cacau, o furão, vira sucesso nas redes e mostra rotina nada simples
Letícia e o marido, Bruno, transformaram o furão Cacau em estrela nas redes (Foto: Arquivo pessoal)

Sobre o Cacau - Pequeno no tamanho, teimoso na personalidade e dono absoluto da rotina da casa, é Cacau quem manda na casa. O furão de um ano conquistou milhares de visualizações nos vídeos da rotina que Letícia posta. Ele transforma situações comuns em cenas de caos e fofura.

Letícia vive há quatro anos na Europa e o furão, Cacau, completou um ano em janeiro. Ele está com o casal desde os quatro meses de idade. O nome foi escolhido pela sonoridade simples, inspirado na fruta. “Gostamos de nomes curtos e que fossem gostosos de ouvir”, conta.

Apesar da aparência “fofa demais para causar problema”, Cacau exige atenção constante. Furões são curiosos, ativos e inteligentes e ele leva isso a sério. Segundo Letícia, o animal gosta de decidir as próprias brincadeiras, escolhe quando quer interação e simplesmente perde o interesse quando algo deixa de ser divertido.

“Muita gente pergunta por que paramos de gravar alguns vídeos. E normalmente é porque o Cacau decidiu que não queria mais brincar daquilo”, explica.

Antes mesmo de chegar à casa, o furão já tinha presença digital. As redes sociais foram criadas meses antes da adoção e já reuniam seguidores aguardando a chegada. A primeira postagem anunciava: “Finalmente, o Cacau chegou”.

Hoje, os vídeos da rotina acumulam comentários de pessoas encantadas com as “artes” do animal. Mas Letícia costuma responder sem romantizar. “Acho que o que mais me perguntam é como ter um furão. E eu sempre tento mostrar a realidade nua e crua. Não é fácil ter pet. Nenhum deles é.”

Cacau, o furão, vira sucesso nas redes e mostra rotina nada simples
Cacau, o furão, vira sucesso nas redes e mostra rotina nada simples
Cacau dorme praticamente o dia todo e é carnívoro (Foto: Arquivo pessoal)

Com Letícia, o furão é mais carinhoso e companheiro. Ela conta que ele costuma segui-la pela casa quando é chamado. Já com o marido, a relação é mais “caótica”, com brincadeiras agitadas, mordidas, perseguições e pulos na cama. “Quando não estão no fight, estão se amando”, brinca.

A rotina do animal também influencia a casa. Como furões são crepusculares, Cacau concentra energia no começo da manhã e no início da noite. Dormir até mais tarde deixou de fazer parte do dia a dia do casal.

“Por volta das 6h ou 7h da manhã, ele começa a chamar na porta e só para quando deixamos entrar”, conta Letícia.

Depois do café da manhã e das brincadeiras, o furão passa boa parte do dia dormindo, entre 16 e 18 horas. À noite, o casal precisa até acordá-lo para gastar energia. Caso contrário, ele troca o dia pela madrugada.

Criar Cacau solto, sem gaiola, fez o casal mudar a rotina dentro de casa. Antes de sair, tudo precisa ser checado: gavetas fechadas, cadeiras afastadas, janelas trancadas e objetos fora do alcance.

Dá trabalho. Muito. Mas, segundo Letícia, vale a pena. “Ele nos tira do mundo do trabalho e traz a gente de volta para o momento. É como um pacotinho diário de amor e resgate.”

Outro ponto que ela corrige: furão não é roedor. “Eles são carnívoros”. A alimentação inclui ração, ovos, carnes e peixes.

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