Não pode adotar? Apadrinhe um "anjo" que sobreviveu a violência em Campo Grande
Mesmo sem levar para casa, você tem a chance de mudar o destino de animais que carregam as marcas da maldade
A manhã na casa de Dani Reis não começa com o silêncio. Começa com o som metálico de cadeiras de rodas e o arrastar de patinhas que a medicina, ou a crueldade humana, tentaram paralisar. Dani se levanta com dificuldade. Ela descreve a sensação como a de uma "velhinha de 100 anos", fruto de um câncer de mama que avançou agressivamente para o fígado e os ossos. Mas, para ela, a dor é um detalhe diante dos olhos dos nove cães deficientes que a esperam para começar o dia.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Dani Reis, que enfrenta um câncer de mama com metástase no fígado e nos ossos, dedica sua vida ao cuidado de nove cães deficientes pelo projeto Anjos da Dani, em Campo Grande. Sem renda e em tratamento paliativo, ela mantém os animais com doações e rifa uma moto elétrica por R$ 20. A cadela Flor, paraplégica e dócil, está disponível para adoção. Contato: @anjosdadani ou WhatsApp (67) 98417-7520.
"Eu tenho câncer, mas o câncer não me tem", diz ela, em uma frase que se tornou o mantra da resistência no projeto "Anjos da Dani". Em tratamento, ela vem enfrentando reações severas de medicamentos que custariam uma fortuna se não fosse a justiça, ela dedica cada gota de energia para garantir que seus protegidos não fiquem órfãos uma segunda vez.
Na casa de Dani, os animais não são números; são histórias de sobrevivência que desafiam qualquer prognóstico.

Vitório - Nascido prematuro dentro de um buraco, em um cenário de violência extrema, Vitório é o xodó da casa. Criado na mamadeira desde o primeiro minuto, ele convive com convulsões constantes. "O tempo dele seria curto", disseram os médicos. Mas Vitório não leu o prontuário. Hoje, ele dorme agarrado com Geórgia, filha de Dani e autista, em uma amizade que virou eterna.
Charlotte - a resistência de sete anos: Há quase uma década, o destino de Charlotte seria a agulha da eutanásia. Considerada inviável por não andar, ela encontrou em Dani o direito de viver. Hoje, aos 7 anos, ela exige cuidados intensos e gasta mais de R$ 200 por mês apenas em fraldas, mas cada latido dela é uma prova de que a vida sempre vale a pena.
José Paulo - Ele foi encontrado em um matagal, sob um sol escaldante, tão magro que as costelas desenhavam o corpo. Dani o apelidou de "Zé Monjolo". Ele venceu a parvovirose que levou sua irmã e hoje não sai do lado da protetora. Desenvolveu uma dependência emocional tão profunda que parece entender que Dani é o seu porto seguro.
Adoção - Dentre todos os moradores, a Flor é quem carrega a esperança mais urgente. Há quatro anos vivendo com o projeto, ela é a única dos cães deficientes da casa que está apta para adoção. Flor perdeu os movimentos das patas traseiras, mas compensa com uma doçura que transborda.
"Ela é de baixíssima manutenção", explica Dani, tentando desmistificar o preconceito contra animais especiais. "A Flor não usa fralda, faz o xixi e o cocô no lugar certinho e se movimenta pela casa toda. Ela só quer um cantinho, um paninho e uma família que a ame individualmente". Flor é para quem busca um companheiro silencioso, resiliente e extremamente grato.
A manutenção dessa "família atípica" é um desafio diário. Além da ração e dos medicamentos de rotina, os gastos com água e luz são astronômicos devido à necessidade constante de higienização do ambiente. Para ajudar, Dani está vendendo uma rifa de uma moto elétrica por apenas R$ 20,00.
Sem poder trabalhar e focada em seu tratamento de saúde, a protetora faz um apelo: "Se cada seguidor doasse R$ 1,00 por mês, eu não teria que pedir ajuda nunca mais". O projeto também precisa de apadrinhamento para os animais "menos populares", que nunca tiveram alguém para custear suas fraldas ou medicamentos para leishmaniose.
Para adotar a Flor, comprar a rifa ou se tornar padrinho de um dos "Anjos da Dani", entre em contato pelo Instagram @anjosdadani ou pelo WhatsApp (67) 98417-7520.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.




