ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JANEIRO, DOMINGO  25    CAMPO GRANDE 28º

MiAuNews

Como lidar com a troca de pelos dos pets nas mudanças de estação?

Veterinária explica quando cães soltam mais fios e dá dicas para sobreviver a esse período

Por Geniffer Valeriano | 25/01/2026 07:14
Como lidar com a troca de pelos dos pets nas mudanças de estação?
Yakira solta tufos de pelos durante renovação da pelagem (Foto: Geniffer Valeriano)

Para quem tem cães peludos em casa, a troca de estações pode virar uma verdadeira dor de cabeça. Com a chegada do verão ou a proximidade do inverno, os animais entram no período conhecido como troca de pelos. Banhos e escovações regulares podem ajudar a atravessar essa fase, segundo a médica veterinária Letícia Robalinho.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A troca de pelos em cães é um processo natural que ocorre duas vezes ao ano, durante as mudanças de estação. O fenômeno, que pode durar de dois a quatro meses, é mais intenso em raças de pelagem dupla, como Shiba Inu, Husky e Chow Chow. Para amenizar o problema, veterinários recomendam escovação regular, banhos moderados e alimentação adequada. É importante ficar atento a sinais como coceira excessiva, falhas na pelagem e mudanças comportamentais, que podem indicar problemas de saúde e necessitam de avaliação profissional.

Na casa da cozinheira Marili Campos, de 50 anos, a Shiba Inu Yakira está em processo de renovação da pelagem desde o fim de novembro. Desde então, a rotina da família precisou de ajustes, até sentar no sofá virou um cuidado extra.

“Nesse período, não deixamos ela deitar no sofá, mas mesmo assim ele fica cheio de pelos. Escovamos, mas depois de alguns minutos os tufos voltam a se soltar. No ápice da troca, até o ventilador precisou ficar desligado para não espalhar os fios”, relata.

O aspirador de pó e os rolinhos removedores de pelos se tornaram os maiores aliados da casa. “Basta ela encostar no sofá ou se sacudir que a casa já fica tomada por pelos. Até quando fazemos carinho, acabamos com tufos nas mãos”, conta Marili.

Segundo a veterinária, o processo é natural e comum em raças peludas. A troca de pelos ocorre para renovar fios danificados, manter a regulação térmica, preservar a saúde da pele e permitir que o organismo se adapte às mudanças de temperatura.

Como lidar com a troca de pelos dos pets nas mudanças de estação?
Apenas por encostar em sofá, pelos de Yakira tomam conta do móvel (Foto: Geniffer Valeriano)

“De forma geral, a troca acontece duas vezes ao ano, nas mudanças de estação. Na primavera, o cão perde o pelo mais grosso do inverno para se preparar para o calor. Já no outono, perde o pelo fino do verão para enfrentar o frio. Mas nem sempre isso ocorre de maneira regrada”, explica.

Letícia detalha que o processo sofre influência de fatores como hormônios, luminosidade, temperatura, alimentação e genética. Cães que vivem em apartamentos, por exemplo, podem apresentar renovação da pelagem desregulada. O mesmo ocorre com animais que possuem doenças endócrinas ou nutricionais.

A duração da troca também varia conforme a raça. “Cães de pelagem dupla, que possuem pelo e subpelo, passam por esse processo por mais tempo, tanto pela quantidade de fios quanto pela lentidão da troca”, afirma.

Raças como Shiba Inu, Husky, Chow Chow e Spitz estão entre as que apresentam o processo mais prolongado. Segundo a veterinária, a troca pode durar de dois a quatro meses e, em alguns casos, dependendo da rotina de escovação, se estender por até um ano.

Como lidar com a troca de pelos dos pets nas mudanças de estação?
Com tufos soltos, Yakira trás "nevasca" de pelos para sua casa (Foto: Geniffer Valeriano)

Como lidar com a queda de pelos

Para enfrentar a “nevasca” de fios, a principal orientação é manter uma escovação regular, que ajuda a remover os tufos soltos. “Além da escovação, também contribuem uma boa hidratação, ambiente limpo, pele sempre seca, especialmente em cães que gostam de água, banhos regulares e uma nutrição adequada”, orienta.

A escolha da escova correta também faz diferença. Em cães com pelagem tipo lã, o ideal é o uso de escovas deslanadoras. As rasqueadeiras ajudam a soltar pelos mortos que ainda estão presos ao corpo. Já as escovas semelhantes às de cabelo humano são indicadas para pelos longos, como os de Yorkshire, Shih-tzu e Maltês.

A alimentação tem papel fundamental nesse período. “Uma nutrição e suplementação adequadas garantem que a pelagem cresça forte e saudável, além de manter a pele protegida contra feridas e ressecamento”, destaca.

Por outro lado, banhos em excesso podem agravar a queda e não devem ocorrer mais de uma vez por semana. A frequência elevada pode remover a oleosidade natural da pele, deixando os fios ressecados. A secagem após o banho também exige atenção.

“Quando a secagem não é bem feita, podem surgir infecções de pele, que afetam diretamente o folículo piloso e a qualidade do fio, além de causar falhas na pelagem do animal”, alerta.

Como lidar com a troca de pelos dos pets nas mudanças de estação?
Letícia durante atendimento de um paciente (Foto: Arquivo Pessoal)

Sinais de atenção

Uma dúvida comum entre tutores é como diferenciar a troca de pelos normal de um possível problema de saúde. Segundo Letícia, na renovação fisiológica da pelagem o pelo até cai, mas a pele permanece saudável. “Nesse caso, não há coceira, feridas, mau cheiro ou falhas. O comportamento do animal segue normal e a pelagem tende a se manter brilhosa e sedosa”, explica.

Já quando a queda de pelos está associada a problemas de saúde, alguns sinais chamam atenção. A pelagem pode ficar opaca e quebradiça, com falhas visíveis, conhecidas como regiões alopécicas, além de coceira, mau cheiro, crostas semelhantes a caspa e vermelhidão na pele. Também podem ocorrer mudanças de comportamento, como lambedura excessiva e perda de apetite.

A orientação é buscar um médico-veterinário sempre que a queda de pelos for muito intensa, repentina ou prolongada, com duração superior a dois meses. Outros sinais de alerta incluem coceira, que também pode se manifestar por meio de lambedura constante, feridas, vermelhidão, inchaço, mau cheiro, áreas “carecas” ou quando o próprio animal passa a arrancar os pelos com a boca.

Mudanças de comportamento associadas ao período de queda, como apatia, perda de apetite, diminuição do interesse por brinquedos ou passeios, também indicam a necessidade de avaliação profissional.

Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.