Seu pet pula no sofá todo dia e hábito pode prejudicar as articulações
Veterinário explica como sobrepeso, pisos lisos e impactos repetitivos aceleram dores e desgaste em cães
Você cuida das articulações do seu cachorro? Entre corridas pela casa, pulos no sofá e até escorregões no piso, hábitos comuns do dia a dia podem estar desgastando as articulações dos pets sem que os tutores percebam. Quando os sinais aparecem, como dificuldade para levantar, cansaço ou menos vontade de brincar, o problema muitas vezes já está avançado.
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Articulações de cães podem ser prejudicadas por hábitos comuns do dia a dia, como pulos em sofás, pisos escorregadios e sobrepeso, que aumentam a carga sobre joelhos, quadris e coluna. O veterinário Lucas Guimarães alerta que o excesso de peso favorece inflamações e acelera o desgaste. Raças como Labrador e Bulldog têm maior predisposição. Sinais como demora para levantar e menos disposição para brincar merecem atenção imediata.
Segundo o médico-veterinário Lucas Guimarães, o maior vilão costuma passar despercebido: o sobrepeso. “O excesso de peso aumenta muito a carga sobre joelhos, cotovelos, quadris e coluna”, explica.
Além da sobrecarga mecânica, o acúmulo de gordura favorece processos inflamatórios no organismo, acelerando dor e desgaste. O resultado é um ciclo difícil: o animal sente desconforto, se movimenta menos, perde massa muscular e acaba agravando ainda mais o quadro.
Dentro de casa também existem armadilhas que poucos tutores observam. Pisos lisos, como porcelanato e cerâmica, exigem esforço constante para evitar escorregões e podem sobrecarregar as articulações.
O especialista orienta ficar atento a sinais como escorregadas frequentes, receio para caminhar e menor disposição. Uma solução simples pode estar nos tapetes antiderrapantes, que ajudam a dar mais estabilidade aos movimentos.
Outro hábito comum que merece atenção é o de pular repetidamente para subir e descer do sofá, da cama ou das escadas. Embora pareça exagero imaginar que isso cause impacto, o veterinário reforça que o movimento contínuo pode acelerar o desgaste, especialmente em animais idosos, acima do peso ou com predisposição ortopédica.
"Saltos frequentes no sofá, cama e escadas, além do excesso ou falta de exercícios, também contribuem. O segredo é sempre buscar equilíbrio", explica o veterinário da Clínica Bourgelat.
Quando o pet começa a evitar esses pulos, isso pode ser um dos primeiros indícios de dor. Algumas raças já têm maior tendência a desenvolver problemas articulares ao longo da vida, como Labrador Retriever, Golden Retriever, Pastor Alemão, Bulldog e Rottweiler.
Nesses casos, os cuidados começam ainda filhotes: alimentação adequada, controle do peso, evitar excesso de impacto e manter acompanhamento veterinário durante o crescimento.
Se engana quem pensa que envelhecer significa abandonar a atividade física. Isso também vale para os pets. Exercício continua sendo importante, mas com equilíbrio. "Caminhadas leves ajudam muito na mobilidade e na manutenção muscular. Já atividades de alto impacto podem piorar dores articulares, principalmente em pets idosos ou com artrose".
Até o descanso entra na conta. Dormir em camas inadequadas ou passar muito tempo sobre superfícies duras pode aumentar o desconforto articular. Um espaço confortável para repouso ajuda não só no bem-estar, mas também na recuperação do corpo.
Demora para levantar, cansaço nos passeios, menos disposição para brincar ou mudanças de comportamento. Muitas vezes, o corpo já está tentando avisar que algo não vai bem, e quanto antes esse sinal for percebido, maiores as chances de preservar a qualidade de vida do pet.
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