Influenciadores: o turco que foi à Lua e o que veio a C.Grande
“Então eles descobrem um rio que não carrega água, mas vinho”. Esse um dos trechos da “História Verdadeira” de Luciano de Samosata. A seguir, eles irão para a Lua em um navio após oito dias de viagem. Aterrissam em nosso satélite. Uma vez na Lua, presenciarão a guerra ente o Sol e a Lua pelo domínio de Vênus. Por lá, só existem homens e eles tem filhos nas coxas, e não na barriga. Luciano é o precursor da ficção-científica. O primeiro livro que imagina viagens celestiais e guerra nas estrelas. Mas é muito mais. Escreveu em torno de 60 livros em um tempo onde eles não eram vendidos. Vivia dos rendimentos de suas palestras.
Maior influenciador de todos os tempos.
Influenciou centenas dos maiores pensadores de todos os tempos. De Rabelais a Thomas Morus, de Montesquieu a Cyrano de Bergerac, de Swift a Voltaire e Julio Verne. A lista é gigantesca. Todos escreveram pensando nos textos de Luciano. Não há na história da humanidade um influenciador maior que o turco Luciano. Samosata, a cidade onde nasceu, depois de cem anos do nascimento de Cristo, já não existe - foi submersa por uma represa - mas muitos de seus livros permanecem e são vendidos no mundo todo.
O turco que amava C.Grade e influenciou muita gente.
Há poucos meses escrevi sobre a paixão de Wilson Fadul por C.Grande. Um carioca que se candidatou a vereador e a prefeito desta cidade para não voltar ao Rio de Janeiro. Além de instalar a rede de telefonia na cidade, Fadul foi o grande influenciador de inúmeros “turcos” do Mato Grosso do Sul para entrar no mundo da politica. Um de seus “pupilos” foi Nelson Trad, o pai. Jovem de família humilde aquidauanense, Trad foi cursar direito no Rio de Janeiro graças ao emprego no gabinete do então deputado federal Fadul. Como ele, grande quantidade de vereadores e deputados se elegeram devido à influencia desse carioca que C.Grande esqueceu. Fadul era descendente de libaneses. Era um tempo em que os libaneses, sírios e palestinos eram chamados de turcos. Campo Grande, aliás, era considerada uma ilha de “turcos”, envolta por japoneses.
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