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Vai se mudar? Erro básico pode até causar vômito no seu pet

Se feita sem adaptação, a rotina em um ambiente novo pode adoecer seu gato, alerta veterinária

Por Natália Olliver | 22/02/2026 08:26
Vai se mudar? Erro básico pode até causar vômito no seu pet
Se feita sem adaptação, rotina em um ambiente novo pode adoecer os bichinhos (Foto: Inteligência artificial)

Mudança de casa costuma ser sinônimo de recomeço. Caixa para todo lado, móveis desmontados, gente entrando e saindo. Mas, no meio da empolgação, tem alguém que não entende nada do que está acontecendo. Para cães e, principalmente, gatos, a troca de ambiente pode ser um verdadeiro terremoto emocional e causar até vômitos e diarreias.

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A mudança de residência pode representar um desafio significativo para animais de estimação, especialmente gatos, causando desde estresse até problemas físicos como vômitos e diarreia. Segundo a veterinária Patrícia Matos, alterações de cheiro, rotina e convivência são fatores determinantes nesse processo.Para minimizar o impacto, especialistas recomendam manter a rotina do animal nos dias anteriores à mudança e disponibilizar a caixa de transporte antecipadamente. Na nova casa, é fundamental permitir que o pet explore o ambiente gradualmente, mantendo objetos familiares próximos. A adaptação pode durar até duas semanas, e o uso de calmantes só deve ocorrer com prescrição veterinária.

A médica veterinária, Patrícia Matos explica, que a mudança é um momento naturalmente estressante para os animais. “Existe mudança de cheiro, de rotina e, muitas vezes, de convivência, principalmente se houver outros animais. Tudo isso gera estresse”, afirma. Por isso, o cuidado começa antes mesmo do caminhão chegar.

A principal orientação é não alterar a rotina do animal nos dias que antecedem a mudança. Horários de alimentação, brincadeiras e descanso devem ser mantidos. Essa previsibilidade ajuda o pet a se sentir mais seguro.

Outra dica importante é deixar a caixa de transporte aberta, em um local acessível, com um paninho ou cobertor que tenha o cheiro do próprio animal. Assim, ele passa a entrar e sair espontaneamente, reduzindo a ansiedade quando precisar permanecer dentro dela no dia da mudança.

No dia da mudança, o ideal é manter o pet em um ambiente tranquilo e isolado, longe de barulho, movimentação intensa e pessoas falando alto. Reservar um cômodo só para ele pode evitar sustos e fugas.

Ao chegar na casa nova, especialmente no caso dos gatos, não é recomendado tirá-lo imediatamente da caixa de transporte. O melhor é deixá-la aberta e permitir que ele saia no próprio tempo, explorando o novo espaço.

Objetos familiares fazem toda a diferença nesse momento. Caminha, cobertores, brinquedos e mantinhas com o cheiro do animal ajudam a criar uma sensação de reconhecimento no ambiente desconhecido. “Tudo que eles consigam associar ao que já conheciam ajuda bastante”, reforça a veterinária  da Clínica Bourgelat.

O uso de feromônios sintéticos também pode auxiliar na adaptação, pois eles contribuem para diminuir o estresse. Nos primeiros dias, é recomendado deixar o gato restrito a um único cômodo, com água, comida e caixa de areia. Aos poucos, ele pode ir explorando os demais espaços da casa. Nada de forçar interação ou tentar “apressar” o processo.

É comum que o animal fique mais escondido ou até coma menos nesse período. "A adaptação pode levar de 2 a 5 dias em gatos mais estressados, até 2 semanas, uma adaptação para o animal ali se sentir seguro no ambiente novo. Uma coisa importante é evitar o uso de calmantes, sem orientação veterinária, porque isso pode ser um risco grande para o animal".

Sinais como diarreia, vômito ou apatia excessiva devem acender o alerta. Nesses casos, é importante procurar um veterinário para avaliar se é apenas reflexo do estresse ou se há alguma doença.

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