Terceirizar gestão de postos trará economia e eficiência, diz secretário
Marcelo Vilela vai defender projeto piloto em audiência e defende mudança no funcionamento de centros de saúde
RESUMO
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A Prefeitura de Campo Grande propõe um projeto piloto para colocar unidades de saúde sob gestão de uma organização social. Os centros regionais do Aero Rancho e Tiradentes serão os escolhidos para o teste de 12 meses. O secretário Marcelo Vilela defende economia de 15% a 20% no custeio e maior agilidade nas compras. Uma audiência pública está marcada para o dia 9 na Câmara Municipal.
A Prefeitura de Campo Grande considera uma inovação colocar a gestão de unidades de saúde sob cuidados de uma OS (organização social) e vai defender o projeto piloto que foi apresentado na semana passada e já causou debates no Conselho Municipal de Saúde e Câmara Municipal, mobilizando servidores e parlamentares. O secretário de Saúde, Marcelo Brandão Vilela, diz que várias cidades que já adotaram o modelo e identificaram economia de 15 a 20% no custeio e pesquisas atestaram a satisfação dos usuários.
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Vilela atribui a reação à proposta ao medo de mudança, em especial dos servidores. Em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, ele aponta que será feito um chamamento público para seleção de uma OS por um período de 12 meses como um teste.
O importante não é só a economicidade, mas a transparência de como está sendo executado o serviço, a monitorização e a eficiência.”
As unidades escolhidas são os centros regionais do Aero Rancho e Tiradentes, que têm grande volume de atendimentos e custeio exclusivo dos cofres municipais. Há 4 com esse perfil na cidade, enquanto os demais envolvem recursos da União também.
Segundo a iniciativa, quem assumir a gestão das unidades cuidará de tudo, de contratações de pessoas a compras em regime próprio do setor privado, que difere das regras que regem o serviço público. O secretário disse que já pensava no modelo quando esteve à frente da pasta anteriormente, entre 2017 e 2019, época em que não houve receptividade para a adoção. Conforme Vilela, a própria prefeita Adriane Lopes (PP) também ouviu gestores sobre a iniciativa, que será debatida no dia 9 em uma audiência pública na Câmara.
Não vai pegar o servidor e mandar embora. Não existe isso. A gente vai realocar esses servidores.”
Um ponto que o secretário defende que será mais ágil é a compra de medicamentos e insumos, o que não ocorre com o poder público, analisa, porque precisa conduzir a aquisição por conta dos trâmites da Lei de Licitações. No caso de remédios, são frequentes as queixas de falta por parte de usuários da saúde pública.
Vilela também explicou sobre a necessidade de ampliar a oferta de leitos na rede hospitalar em Campo Grande, onde há concentração de especialidades e prefeituras do interior praticam o que se convencionou chamar de ambulancioterapia, com o envio de pacientes em casos graves e complexos. No final de 2025 houve uma situação crônica com a falta de recursos na Santa Casa, o principal hospital que atende à saúde pública, e serviços chegaram a ser suspensos.
A Justiça deu prazo de 90 dias para o Estado e o Município buscarem uma solução duradoura para o problema. Um passo para tentar elaborar um novo contrato inclui uma auditoria nas despesas do hospital, que está em curso. Descentralizar algumas especialidades também está no radar dos gestores públicos.

