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04/08/2015 17:08

"Dona de casa", filha de João Amorim tem fazendas e é sócia em empresas

Paulo Yafusso
Ana Paula Amorim aparece como sócia em empresas que, segundo a PF, seriam do pai, João Amorim (Foto reprodução)Ana Paula Amorim aparece como sócia em empresas que, segundo a PF, seriam do pai, João Amorim (Foto reprodução)

A fórmula usada pelos principais integrantes da organização comandada pelo empreiteiro João Alberto Krampe Amorim fez com que as filhas formassem um grande patrimônio. As filhas de Amorim, Ana Paula Amorim Dolzan, Renata Amorim e Ana Lúcia Amorim Zaffari, aparecem nas investigações da Operação Asfáltica como sócias em várias empresas e propriedades rurais em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.

Pelos dados levantados, Ana Paula Amorim é a preferida de João Amorim. Ela aparece como sócia em boa parte das empresas e fazendas. Na A.S. Construções, Assessoria e Planejamento, ela figura nos registros como sócia do tio Sandro Beal (irmão de João Amorim) e de Euro Nunes Varanis Júnior, fiscal do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Segundo o que foi apurado nas investigações, Ana Paula é mulher de Luciano Potrich Dolzan, que de funcionário de uma empresa de comunicação com salário de R$ 1.000,00, passou a ser dono da LD Construções, detentora de diversos contratos com o Governo do Estado e da Prefeitura da Capital. Ela é dona de casa mas aparece como sócia nas empresas e também mantém contas bancárias usadas pela organização. Em várias ligações interceptadas pela Polícia Federal com autorização da Justiça Federal, ela conversa com funcionários do pai se referindo a assinatura de cheques.

Até o pai incluir a funcionária Elza Cristina Araújo dos Santos Amaral como sócia com 1% de cota, Ana Paula era sócia da Proteco. Elza passou a fazer a função dela na organização, ou seja, ficar responsável pelas finanças, inclusive pagamento de propina a servidores públicos que ajudavam o grupo nas fraudes em licitações e medição de obras. Ela divide com as irmãs a sociedade na Bosforo Participações Ltda, cada uma com 33,34% das ações.

As irmãs são sócias na Agropecuária Areias, que funciona no mesmo prédio da Proteco, e da Areias Patrimonial. Os investigadores identificaram ainda 11 fazendas, a maioria localizadas na região Oeste e Sudoeste do Estado, que pertenceriam a integrantes da organização comandada por João Amorim. Outro integrante do grupo, o fiscal da Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos) e ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, conhecido como Beto Mariano, também não tem conta bancária e nem propridades em seu nome.

Segundo as investigações, ele usa a conta bancária da filha Mariane Mariano e os seis carros da família estão em nome da mulher e da filha. Também está no nome da filha uma fazenda em Rio Negro que, seria na verdade de Beto Mariano e do ex-secretário de Obras e ex-deputado federal, Edson Giroto.

No âmbito da Operação Lama Asfáltica, deflagada no dia 9 do mês passado, foi solicitado o bloqueio de bens de diversos alvos, mas a Justiça Federal indeferiu os pedidos. Também não foi aceito pelo Judiciário o pedido de prisão de vários envolvidos no esquema de corrupção de servidores e fraudes em licitações.

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Volto a chamar a atenção para 2 pontos que podem passar despercebidos pela população que acompanha este "barulho":
1) Os nomes citados, operam há décadas nessa área. Será que só agora começaram a praticar mal feitos? Ou será que há interesses contrariados agora?

2) A negativa do judiciário quanto a bloqueios e prisões é um forte indício de que não há petistas envolvidos. Se houvesse, já teria sido preso, algemado, fotografado e divulgado seu nome, cpf e endereço. Assim tem sido o combate a corrupção.
 
Critico em 05/08/2015 07:49:58
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