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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

15/08/2016 15:26

"Laranja" de Olarte em compras suspeitas será transferido para Centro de Triagem

Por enquanto, Evandro Farinelli permanece no Gaeco

Mayara Bueno e Christiane Reis
Evandro Farenelli ao chegar, preso, no Gaeco. (Foto: Reprodução vídeo TVNews)Evandro Farenelli ao chegar, preso, no Gaeco. (Foto: Reprodução vídeo TVNews)

Preso por lavagem de dinheiro e associação criminosa, Evandro Farinelli, apontado como “laranja” do prefeito afastado, Gilmar Antunes Olarte (PROS), e de sua esposa, Andréia Zanetti Olarte, também será levado para o Centro de Triagem, onde ocupará a cela 17.

Farinelli permanece na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que, nesta segunda-feira (15), deflagrou a Operação Pecúnia, que apurou lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Olarte já está no Centro de Triagem, na cela 17, conhecida por abrigar presos "famosos" e com outras 25 pessoas. O corretor Ivamil Rodrigues, considerado braço direito do ex-vice, também dividirá o local, enquanto a esposa de Olarte, Andréia Zanetti Olarte, está no presídio feminino, Irma Zorzi. As informações são do diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Airton Stroppa.

Investigação - As prisões e os mandados fazem parte da Operação Pecúnia e foram pedidas por meio da investigação que apura prática de crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica. A ação seria desdobramento da Operação Adna contra Olarte, cuja investigação atribui a ele o crime de corrupção passiva. Adna é a sigla da igreja Assembleia de Deus Nova Aliança, que, em Campo Grande, foi fundada pelo ex-prefeito.

Os pagamentos teriam sido feitos em “elevadas quantias”, fazendo-o, ora em dinheiro vivo, ora por transferências bancárias e depósitos, os quais, “a princípio, são incompatíveis com a renda do casal”.

Segundo a investigação, Andreia e Gilmar contaram com a ajuda de Ivamil Rodrigues, corretor de imóveis e que seria braço direito do casal nas aquisições “fraudulentas”. Evandro Farinelli seria a pessoa que cedia o nome para que as compras fossem feitas em nome de Andréia Olarte.




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