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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

22/11/2017 19:12

"Não sei se é adiamento ou cancelamento", diz Marun sobre posse

Palácio do Planalto recuou de mudança na Secretaria de Governo

Kleber Clajus
Carlos Marun chegou a ser confirmado como ministro, porém Michel Temer recuou e manteve Antônio Imbassahy no governo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Carlos Marun chegou a ser confirmado como ministro, porém Michel Temer recuou e manteve Antônio Imbassahy no governo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Depois de ser preterido em nome da continuidade de Antônio Imbassahy (PSDB-BA), na Secretaria de Governo, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) busca entender se houve adiamento ou cancelamento de sua posse pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB). Troca de comando chegou a ser anunciada pelo Palácio do Planalto.

“Não sei se é adiamento. Aparentemente o presidente teve alguma dificuldade e o Imbassay continua. Se for adiamento em breve a gente assume, se for cancelamento a gente segue”, disse Marun ao Campo Grande News, sem confirmar convite formal de Temer ao cargo.

Há pressão da bancada peemedebista na Câmara para que o sul-mato-grossense ocupe espaço de articulação política, ainda sob o comando dos tucanos que decidem em dezembro a nova presidência da sigla e eventual desembarque do governo. Outro fator para adiar a troca, conforme o Blog da Andréia Sadi, seria a garantia de votos à reforma da Previdência.

Integrante da tropa de choque, Marun permanece na expectativa de compor o governo de Temer e, se solicitado, pode abrir mão de tentar a reeleição no próximo ano. “Para aceitar ministério e ficar só três meses é impossível. Se o presidente entender a necessidade de continuar abro mão da candidatura”, explicou, antes de ir para jantar no Palácio do Planalto.

Previdência - O presidente se reúne com parlamentares aliados, nesta quarta-feira (22), para alinhar os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara, antes do recesso que se inicia oficialmente em 23 de dezembro. 

Projeto relatado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) já prevê mudanças mais enxutas, com três pontos prioritários como idade mínima de 65 para homens e 62 para mulheres, regra de transição de 20 anos e unificação dos sistemas de aposentadoria público e privado.

Temer já ressaltou que o novo texto, com previsão menor que a original de R$ 760 bilhões, deve assegurar economia de R$ 468 bilhões em dez anos. “Não será a reforma dos sonhos de todos, mas será a reforma possível”, tem declarado. “Mas é melhor do que nada”.

 



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