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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

17/11/2015 14:27

Advogada vê execração irresponsável e diz que faltam indícios de culpa

Edivaldo Bitencourt e Michel Faustino
Luciana Abou Ghattas chega para acompanhar depoimento de cliente ao MPE (Foto: Gerson Walber)Luciana Abou Ghattas chega para acompanhar depoimento de cliente ao MPE (Foto: Gerson Walber)

A advogada Luciana Abou Ghattas, que defende o ex-presidente da Agesul, Wilson Tavares, criticou a condução do processo de investigação sobre o desvio de recursos em obras de rodovias estaduais. “É execração irresponsável de culpa o que vem acontecendo com todos os acusados”, afirmou ao chegar ao MPE (Ministério Público Estadual) para acompanhar um dos 10 depoimentos sobre o suposto desvio de R$ 2,6 milhões na recuperação da MS-171, em Aquidauana.

De acordo com Luciana, Tavares “é inocente”. Ela destacou que foram apresentadas todas as provas que comprovam sua inocência. “Ele não tem nada a esconder”, destacou. Este é o segundo depoimento prestado à Força Tarefa do MPE que apura as denúncias apontadas na Operação Lama Asfáltica.

Outro ponto criticado pela defesa é o espetáculo criado em torno do caso, como a decretação da prisão temporária dos envolvidos. “É execração irresponsável de culpa que vem acontecendo com todos os acusados”, afirmou. E completou: “depois que for provado a inocência, quem irá arcar com os danos morais e materiais daquele que, antecipadamente, foi julgado culpado”, alertou.

“Ninguém pode ser considerado culpado antes do final de um processo”, destacou Luciana. Ela avalia que o MPE só pediu a prisão dos envolvidos porque “não tinha indícios de culpa”. “Todos nós somos inocentes até que se prove o contrário”, frisou.

Luciana Abou Ghattas voltou a frisar que os investigados estão a disposição do MPE. “O que está ocorrendo é investigação, não há condenação e só há indícios que compõem a investigação”, disse.

O advogado Valeriano Fontoura, da defesa do ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, e da ex-presidente da Agesul, Maria Wilma Casanova, seguiu na mesma linha. “Não há provas suficientes que comprovam a participação do Giroto e da Wilma no esquema investigado”, garantiu.

“A investigação é frágil”, classificou, considerando-se que o caso surgiu a partir de auditoria realizada pela Secretaria Estadual de Infraetrutura. Os desvios em três rodovias estaduais (228, 171 e 184) somariam R$ 11,8 milhões. “Foi feita por um fiscal em cima da caminhonete”, cutucou.

O MPE ouve, na tarde de hoje, todos os envolvidos no suposto desvio de R$ 2,6 milhões da MS-171. Alguns investigados chegaram com quase uma hora de antecedência para evitar a imprensa . O empresário João Amorim, dono da Proteco, ainda não chegou para depor, mas também será ouvido nesta tarde.



Agora e inocente, será que suporta uma auditoria? E a maneira da advogada aparecer, mesmo porque, segundo as reportagens os caras leva uma vida de rei, ou ganha muito bens? Tenho lido desculpa esfarrapada de advogados de defesa diria até infantil.
 
MURTINHO em 18/11/2015 07:32:00
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