ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, QUINTA  05    CAMPO GRANDE 33º

Política

Projeto na Câmara quer separar taxa de lixo do IPTU em Campo Grande

Caso aprovada, a proposta da vereadora Luiza Ribeiro (PT) prevê a cobrança em boleto próprio a partir de 2027

Por Mylena Fraiha | 05/03/2026 12:57
Projeto na Câmara quer separar taxa de lixo do IPTU em Campo Grande
Trabalhador da Solurb durante coleta de lixo em Campo Grande (Foto: Divulgação)

Vereadores de Campo Grande irão votar, nas próximas sessões, projeto de lei complementar que estabelece a cobrança autônoma da TRSU (Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares), que hoje é vinculada ao valor final do boleto do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A Câmara Municipal de Campo Grande analisa projeto de lei complementar que propõe a separação da cobrança da Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSU) do boleto do IPTU. De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), a proposta prevê que a mudança entre em vigor em 2027.A iniciativa surge em meio a polêmicas sobre aumentos expressivos no IPTU de 2024, que em alguns casos superaram 300%. A reclassificação de 213,7 mil imóveis pelo Perfil Socioeconômico Imobiliário, combinada com a área construída usada no cálculo da taxa de lixo, teria impactado os valores cobrados.

O projeto é de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e altera dispositivos da Lei Complementar nº 308, de 2017, que regulamenta a cobrança da taxa. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pela prefeita Adriane Lopes (PP), o novo modelo de cobrança passará a valer a partir de 2027.

Atualmente, a taxa de lixo é cobrada junto com o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), no mesmo boleto. A proposta determina que a cobrança seja feita separadamente, vedando a inclusão da taxa junto a qualquer outro tributo ou preço público.

Segundo a autora, a mudança busca tornar mais claro para o contribuinte o que está sendo pago em cada cobrança. “Nós apresentamos um projeto de lei para separar a cobrança da taxa de lixo do IPTU, na verdade de qualquer tributo. Foi uma conveniência da administração, ainda antes da prefeita Adriane Lopes, fazer a cobrança junto com o IPTU”, disse Luiza.

Para a vereadora, o modelo atual pode gerar confusão para quem recebe o carnê. “Isso parece ser algo que facilita para a administração, mas dificulta para o contribuinte entender o que ele está pagando, até onde é taxa de lixo e o que é o IPTU, imposto”, afirmou.

Ela também explicou que a proposta foi apresentada com antecedência para que a eventual mudança possa ser organizada pelo município. “Então, a nossa medida de votação de urgência é até para não dizerem que a gente fez em cima da hora e não conseguimos organizar para o ano que vem”, disse a vereadora. “É um projeto simples, mas muito importante. Ele faz modificações na lei municipal que trata sobre a tarifa do lixo, a taxa do lixo. Então, a taxa do lixo só poderá ser cobrada de forma autônoma”, completou.

O projeto chegou a ser incluído na pauta da sessão desta quinta-feira (5), com pedido de votação em regime de urgência. No entanto, por falta de quórum no plenário, a votação não ocorreu, assim como a dos demais projetos previstos para o dia.

Polêmica - A proposta surge em meio à polêmica registrada no início deste ano após contribuintes de Campo Grande relatarem aumentos expressivos no valor do IPTU, em alguns casos superiores a 300%.

Embora o reajuste oficial do imposto tenha sido limitado à inflação de 5,32%, vereadores apontaram que parte do aumento pode estar relacionada à reclassificação de imóveis feita pelo PSEI (Perfil Socioeconômico Imobiliário). A mudança de perfil, combinada com a área construída utilizada no cálculo da taxa de lixo, teria impactado o valor final do boleto.

A revisão do PSEI reclassificou 213,7 mil imóveis em Campo Grande — o equivalente a 44,7% dos 478.769 imóveis tributados na Capital. Após a atualização dos dados, muitos contribuintes relataram aumento significativo no valor total cobrado.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.