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Política

Agora no Senado, só 1 parlamentar de MS definiu voto sobre Código Eleitoral

Câmara conclui votação do texto durante a madrugada; Senado deve iniciar análise neste mês

Por Adriel Mattos | 16/09/2021 17:29
Simone, Soraya e Nelsinho no plenário do Senado em 2019. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Simone, Soraya e Nelsinho no plenário do Senado em 2019. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Dos três senadores de Mato Grosso do Sul, apenas um já tem uma opinião sobre o novo Código Eleitoral. Na madrugada desta quinta-feira (16), a Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto.

Mais cedo, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que pretende pautar ainda neste mês este e outros projetos da reforma eleitoral. “Essa é uma avaliação especial a ser feita pelos senadores Antonio Anastasia (PSD-MG) e Marcelo Castro (MDB-PI), que estavam incumbidos dessa apreciação antecipada do novo código. Eles vão nos dar um norte sobre a possibilidade ou não de se concretizar isso ainda em setembro”, avaliou.

Nelsinho Trad (PSD-MS) criticou a celeridade da análise, já que o objetivo é que a reforma já entre em vigor para as eleições gerais de 2022. “Não acho prudente e nem conveniente exaurir uma matéria em menos de 30 dias”, avaliou.

Já Simone Tebet (MDB-MS) disse que ainda não teve acesso à íntegra do projeto para comentar. “Não temos noção do que vem, temos que aguardar”, frisou. O Campo Grande News também procurou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), mas não obteve resposta até a presente publicação.

A reportagem apurou que lideranças do Senado não acreditam que o texto será aprovado a tempo de entrar em vigor já em 2022.

Entenda - Com cerca de 900 artigos, o projeto é resultado do grupo de trabalho de reforma da legislação eleitoral, composto por representantes de diversos partidos. A proposição consolida, em um único texto, toda a legislação eleitoral e temas de resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Uma das mudanças mais polêmicas é a imposição de quarentena de quatro anos para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares disputarem eleições.

Este foi o último destaque votado. Da bancada do Estado, Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Fábio Trad (PSD) e Vander Loubet (PT) foram favoráveis. Já Bia Cavassa (PSDB), Loester Trutis (PSL), Luiz Ovando (PSL) e Rose Modesto (PSDB) votaram contra.

Outra modificação autoriza a prática de candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador. Haverá ainda punição para divulgação de notícias falsas e violência política contra mulheres.

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