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Política

André busca 3º mandato, prioriza Saúde e confia que eleitor crê em inocência

Pré-candidato do MDB já visitou 37 municípios, gosta de pescar e tem “Uno Ferrari” como xodó

Por Aline dos Santos | 18/05/2022 12:00
André Puccinelli é pré-candidato do MDB ao governo de Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcos Maluf)
André Puccinelli é pré-candidato do MDB ao governo de Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcos Maluf)

Pré-candidato do MDB ao governo de Mato Grosso do Sul, o médico André Puccinelli, 73 anos, é o mais experiente na disputa eleitoral (já foi governador por dois mandatos), promete priorizar a descentralização da Saúde para reduzir o deslocamento de doentes, acena com “fórmula” para conter o preço dos combustíveis e aposta que a maioria dos eleitores acredita em sua inocência.

Em 2018, na última eleição para o governo do Estado, Puccinelli estava preso na Operação Lama Asfáltica, maior operação da PF (Polícia Federal) contra a corrupção em Mato Grosso do Sul.

“Graças a Deus, a maior parte da população sabe que eu fui injustiçado e sou inocente. Sou ficha limpa, não tenho nenhuma condenação em primeira instância. Fui, era e sou inocente, foi injustiça feita.”

Casado há 49 anos, Puccinelli tem três filhos, seis netos e um xodó: o “Uno Ferrari”. O último modelo foi comprado em 2011. “Parece que saiu de loja. Só limpar e passar uma cerinha”. Nos momentos de lazer, gosta de pescaria. “Com a netaiada, mulher e filhos.”

Católico, o pré-candidato avalia que propostas e fé pesam na decisão do voto. “Mas creio que vai mais pela proposta. O católico é cristão, o evangélico é cristão. A proposta que deve preponderar.”

Com cinco pessoas cotadas para ser vice na chapa, André faz mistério sobre os nomes e só vai bater o martelo no fim de julho. “Tem duas mulheres e três homens. O perfil do vice tem que se somar ao perfil do pré-candidato na sua proposta. Olhar para o futuro e para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.”

Na disputa presidencial, ele aguarda para conferir se a candidatura de Simone Tebet (MDB) terá fôlego para se consolidar como terceira via competitiva. Puccinelli nega ter rusgas com a senadora, que em 2018, desistiu de ser candidata do MDB ao governo de Mato Grosso do Sul. “Isso é fofoca. Tem muitas coisas que se diz que não é a gente que fala. Fofoca tem bastante, mas são episódios do passado.”

Neste processo eleitoral, André afirma que é movido pela vontade de trabalhar e resolver os “problemas que se apresentem”. Em pré-campanha, já passou por 37 municípios para construção do plano de governo. As agendas incluem visitas aos poderes (prefeituras e Câmaras Municipais) e segmentos da sociedade, como comerciante e educadores. No celular pessoal, tem 37 grupos no aplicativo WhatsApp, com média de 400 mensagens por dia.

Descentralizar a Saúde – A temática Saúde ganha projeção na analise do pré-candidato sobre prioridade de gestão.

Pucinelli afirma que tem vontade de trabalhar e resolver problemas do Estado. (Foto: Marcos Maluf)
Pucinelli afirma que tem vontade de trabalhar e resolver problemas do Estado. (Foto: Marcos Maluf)

Um dos problemas comum é Saúde, quase que unânime. O cidadão não quer vir lá de Japorã, lá de Alcinópolis, de lá distante para resolver os problemas em Campo Grande. Quando fui secretário estadual, eu fiz as regionais de Saúde. Criamos 12 regionais em 1983, mas elas precisam ser realmente implantadas. E dotar cada uma com toda a estrutura que Campo Grande tem.”

As regionais ficariam em cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Coxim, Paranaíba, Amambai, Nova Andradina, Naviraí, Jardim ou Maracaju. “A Saúde fica mais perto do cidadão e não pressiona o sistema de Saúde de Campo Grande.”

Finanças – Ao se despedir do governo em dezembro de 2014, Puccinelli afirmou que as finanças estavam em dia e que o Estado só quebraria se o substituto ficasse “bebendo no bar”. Hoje, acompanha a publicação quadrimestral da receita e avalia que há dinheiro para tirar os projetos de papel.

“Fomos referência nacional. No dia 19 de dezembro de 2014, o Jornal Nacional fez uma sinopse analisando as finanças dos Estados. O elogio maior foi para Mato Grosso do Sul. Hoje, tenho analisado os números que me chegam. Aparentemente, as finanças não estão ruins.”

O pré-candidato destaca que também é possível composição com a bancada federal- formada por deputados federais e senadores - para acessar recursos por meio das emendas parlamentares.

Sobre o preço do combustível, Puccinelli afirma que planeja repetir a política adotada quando governou MS. “Nos meus cinco últimos anos de governo, mantive a pauta congelada. Ao longo dos anos, foi desonerando o tributo dos combustíveis. Basta você congelar a pauta combinadamente com o setor, você cobra menos tributo, não precisa nem mudar na alíquota. Quem arbitra a pauta é o Estado. É simples, quando quer resolver, se resolve.”

Ele também quer reeditar o primeiro escalão em que metade das secretarias é comandada por mulheres. "O que prova o apreço, estímulo, incentivo e a confiança na capacidade da mulher como gestora."

Inocência – No ano passado, a 1ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande condenou Puccinelli por improbidade administrativa pelo episódio das eleições de 2012, quando reuniu servidores e prometeu “girotear”. Na ocasião, ele apoiava a candidatura de Edson Giroto à prefeitura de Campo Grande.

O pré-candidato afirma que a questão já foi julgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde há decisão definitiva pela sua inocência. “Essa condenação [da Justiça Federal] é inepta, porque já transitou em julgado no Tribunal Superior Eleitoral. Acostamos a publicação para cancelar isso daí, por isso, considero que não tem condenação, porque não tem mesmo.”

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