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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/11/2011 13:00

“Preciso dormir”, implora aos prantos vizinha de conveniência no Guanandi

Wendell Reis e Aline Santos

Uma moradora do bairro Guanandi, em Campo Grande, se emocionou bastante durante a audiência pública realizada nesta manhã (18) para debater o polêmico projeto que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis, conveniências, ruas e praças de Campo Grande.

Analice Teresinha Salgati Silva, 40 anos, mora no bairro há 32 anos, mas há quatro anos convive com o barulho provocado por frequentadores da Conveniência Guanandi. Aos prantos, declarando que precisa dormir, a moradora relatou que já fez denúncias a Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) e aos Ministérios Públicos, mas não teve sucesso, pois as conveniências conseguem liminares para funcionar 24 horas.

A moradora revela que já chegou a comprar um ventilador velho para diminuir o barulho que vem da rua. “Precisamos descansar. Estamos doentes”. Analice afirma que o estresse provocado pela situação lhe desencadeou problemas de saúde como a fibromialgia (síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga ou distúrbios de sono).

Analice conta ainda que muitas pessoas lhe aconselham a vender o imóvel, mas acredita que ninguém vai querer. Ela mora na residência com o esposo e duas filhas de 2 e 8 anos. Diferente de alguns vizinhos que vão para a chácara no fim de semana para dormir, a moradora convive com o problema do consumo de bebidas, barulho e danças provocativas de terça a domingo. “Isso não é vida”.

O vice-presidente do bairro Guanandi, Ivanor Pereira Brites, revela que as conveniências afetam até o atendimento de saúde dos moradores, pois ficam a poucos metros do Posto de Saúde do Guanandi. Segundo Brites, os médicos não querem assumir plantão porque tem que estacionar os carros nas ruas e acabam sendo depredados. Além disso, o banheiro do posto é utilizado por usuários de droga.

O vice-presidente do bairro explica que se a Polícia Militar faz operação em uma conveniência, os frequentadores mudam para outra ou abaixam o som e depois recomeçam a bagunça, que começa às 23h30 e segue madrugada a fora. Os moradores já levaram abaixo assinados a Polícia e a Secretaria de Segurança Pública, com vídeos da importunação, mas não tiveram retorno.

Jurema Carvalho Godói falou em nome da empresa Saddan Festas. Ela acredita que a proibição do consumo não deve ser restrita a conveniências e defende a inclusão de bares, restaurantes e supermercados. Ela alega que vende bebidas, mas não é culpada pelas danças provocativas, comportamento que atribui a criação dada pelos pais.



Os jovens estão sendo privados de beber e curti a noite, porque quando tinha lugar especifico para bagunça não tinha problemas igual tem hoje em dia, sairia bem mais barato liberar o autódromo ou outros lugares especifico para esse tipo de (baderna).As conveniências não são culpadas, trabalho em uma, eu mesmo faço o controle de som, no entanto quando sai do meu controle apenas fecho as portas .
 
kaniffer jhonathan silva sgamate em 22/11/2011 06:47:06
Empresária interessada nem lucro com "dane-se quem, quando e onde bebem" ao afirmar em jornal que "beber é um problema cultural do brasileiro" é no mínimo uma cara-de-pau. Pois a droga, a prostituição, a violência no trânsito, entre outros são também como a "bebedeira", até se tornarem "caso de polícia", problemas culturais (ou melhor educacionais) e de saúde pública. Mas não justifica continuar.
 
Agnelo T. Souza em 19/11/2011 10:43:18
ISSO TUDO COMEÇOU COM A TAL LEI SECA..POUCOS LUGARES ESTAO ABERTOS DE MADRUGADA AE TODOS VAO PARA LÁ..SE EXISTIR VARIOS LUGARES PRA SE TOMAR UMA GELADA O POVO SERIA DIVIDIDO E NAO HAVERIA ESSES PROBLEMAS ..LIBERA GERAL Q TA TUDO RESOLVIDO....CHEGA DE TANTAS PROIBIÇOES Q NAO DAO EM NADA E NAO RESOLVE OS PROBLEMAS DE NINGUEM..ESTAMOS NUMA DEMOCRACIA OU NA DITADURA??????
 
marco antonio em 18/11/2011 05:24:00
A Bebida alcóolica traz tantas desgraças, que deveria ser proibido o consumo, como é o caso da maconha!

O problema é que a bebida traz dinheiro pro Estado através dos impostos, por isso o interesse do Estado de NÃO se PROIBIR A VENDA!!

Isso é um absurdo, pois a bebida tira tantas vidas inocentes, causa tantas desgraças, mas como gera dinheiro ao Estado com o valor arrecadado de impostos, ai PODE
 
Amanda Rodrigues em 18/11/2011 04:17:25
DAQUI A POUCO VÃO ME PROIBIR E USAR SHORT,
VÃO ME PROIBIR DE DAR RISADA,
DAQUI A POUCO VÃO PEDIR PRA IMPRENSA NÃO NOTICIAR,
DAQUI A POUCO O ESTADO "DEMOCRÁTICO" VAI ESTAR PIOR DO QUE UMA DITADURA, SE JÁ NÃO ESTÁ É CLARO.

PEÇO AOS VEREADORES O MÍNIMO DE RESPEITO AS LIBERDADES INDIVIDUAIS,
ACHO ENGRAÇADO SE BEBER CERVEJA NA PORTA DA MINHA CASA VÃO QUERER QUE EU PAGUE MULTA OU VÁ PRESO.
 
valdenira soares em 18/11/2011 03:52:41
Será que Campo grande virou terra de ninguém? A justiça não consegue resguardar o direito do cidadão trabalhador que só quer dormir sossegado, sem a barulheira da conveniência Guanandi!Os vereadores que são pagos c/ o dinheiro do povo estão trabalhando apenas para estes proprietários de conveniências barulhentas?
 
rita de cassia em 18/11/2011 03:09:12
Resido a 03 quadras deste bordel a céu aberto que é esta conveniência (Guanandi) e só Deus sabe o qto temos sofrido com a bagunça que perdura todas as noites desde a 5ª feira até a madrugada de domingo. No domingo de manhã qdo vou a feira da rua Barra Mansa vemos estrago nas ruas: lixo de camisinhas usadas, um monte de garrafas de vodka quebrados, copos descartáveis, meias calça, um horror!!!!
 
rita de cassia em 18/11/2011 03:06:31
Parabéns, Ana...temos acompanhado a sua luta por esses anos e realmente é inadmissível o abusos desses jovens em relação ao direito do outro. A sociedade por diersos meios fav orece esses comportamentos e portanto deve se unir para controla-lo.
 
Leize Demétrio da Silva em 18/11/2011 03:00:41
Coitada dessa senhora, eu entendo a gente vive o mesmo drama nos finais de semana na praça nova dos Pioneiros, são muleques fazendo algazarra de moto, até caminhonetes fazendo zerinho dentro da praça, musicas pornográficas... ONDE VAMOS PARAR DESSE JEITO.
 
Patricia dos Santos em 18/11/2011 02:39:56
POSTOS DE COMBUSTÍVEIS SÓ DEVEM VENDER BEBIDAS ALC, ATÉ ÀS 22h00 COMO É NA CAPITAL FEDERAL!!!! CONVENIÊNCIAS DEVERIAM VENDER BEBIDAS NO VAREJO(BALCÃO) SÓ ATÉ AS 22h00 TAMBÉM E ATENDER DEPOIS DESSE HORÁRIO SÓ REALIZANDO ENTREGAS EM RESIDÊNCIAS OU ESTABELECIMENTOS!!! ISSO DEMINUIRIA O CONSUMO DESENFREADO DE ÁLCOOL NAS RUAS E DIRECIONARIA AS PESSOAS PARA OS BARES E RESTAURANTES - LOCAIS APROPRIADOS!!
 
laercio souza em 18/11/2011 01:46:52
Parabéns à Câmara de Vereadores de Campo Grande pela iniciativa desta LEI ! Não é apenas quem vive próximo a esses estabelecimentos que sofrem com essa situação, pois a INCOLUMIDADE PÚBLICA é amplamente afetada quando pessoas amplamente alcoolizadas (BEBIDA BARATA) trafegam por esses locais conduzindo seus veículos...basta ver os acidentes que ocorrem nas proximidades destes pontos...
 
laercio souza em 18/11/2011 01:39:18
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