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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

24/09/2013 16:07

Após calote de Bernal, ex-catadora fica com medo e “abandona” Capital

Aline dos Santos
Dilá se viu envolvido em um grande escândalo na Capital (Foto: Reprodução TV Record)Dilá se viu envolvido em um grande escândalo na Capital (Foto: Reprodução TV Record)

Em meio a uma briga judicial com o prefeito Alcides Bernal (PP), Dilá Dirce de Souza, 65 anos, ex-catadora de materiais recicláveis, abandonou Campo Grande por medo.

“Agora, to meio guardada por aqui”, disse, em entrevista por telefone. Ela relata que pessoas estranhas começaram a se aproximar de sua então casa, no bairro Tijuca 2, após vir a público a acusação de que Bernal, seu ex-advogado, se apropriou de parte de indenização a que teve direito depois de ser atropelada por um caminhão no lixão da Capital.

“Chegava perguntando por pessoas que não moravam por lá. Tinha vez que era carro meio derrubadinho, outras, carro mais chique”, conta. A denúncia contra Bernal ganhou divulgação pública em uma nota na coluna da revista Veja e, no último domingo, voltou a ter projeção nacional com divulgação do caso no Domingo Espetacular, da TV Record.

As trajetórias de Dona Dilá e Bernal se cruzaram em 1999. Recém-chegada de Maracaju, ela foi atropelada por um caminhão da Veja Engenharia no lixão, na saída para Sidrolândia, no dia 14 de junho daquele ano. Na época, a montanha de detritos era seu endereço de trabalho há 15 dias. “Tinha chegado há pouco em Campo Grande, não tenho estudo, precisava trabalhar”, diz.

Ela relata que ficou três dias em coma. Sem conhecidos na cidade, seu marido saiu em busca de auxílio jurídico para processar a empresa e conheceu Alcides Bernal. O primeiro problema foi com o DPVAT, seguro pago à vítima de acidentes.

Dilá de Souza afirma que recebeu duas correspondências da seguradora em sua casa. Mas, orientada por Bernal, entregou as “cartinhas” sem abrir. “Perguntava sobre o DPVAT, precisava do dinheiro, mas ele não informava nada. Falava que tava junto com o processo”, diz.

No entanto, há um cheque, no valor de R$ 4.727,80 e emitido pela Fenaseg (Federação Nacional das Seguradoras), anexado no processo de indenização. De acordo com Rubens Clayton Pereira de Deus, atual advogado da senhora, só foi juntada a cópia da frente do cheque, sem o verso, que esclareceria quem recebeu a quantia.

O cheque nominal é datado de 25 de abril de 2001. “Ela nunca recebeu o valor, mas alguém recebeu. Fica a pergunta no ar”, acusa.

Rubens Clayton Pereira de Deus, que era assessor do prefeito, ajuda ex-catadora (Foto: Marcos Ermínio)Rubens Clayton Pereira de Deus, que era assessor do prefeito, ajuda ex-catadora (Foto: Marcos Ermínio)

Ele não afirma ter sido Bernal o autor do saque, mas lembra que o atual prefeito, como advogado de Dilá, tinha procuração e autonomia para descontar o cheque. A defesa pediu a quebra do sigilo bancário desta conta da federação, para identificar quem fez a retirada. “Ela é uma pessoa muito humilde, muito carente. Em 2001, a quantia significaria muito dinheiro para ela. E ela jamais esqueceria desse cheque”, salienta.

O processo traz outras lacunas. Em 2001, foi depositado R$ 30.888 na conta da ex-catadora. No dia 21 de dezembro de 2001, foram retirados R$ 20.439,98. Em 8 de fevereiro de 2002, novo saque, R$ 5.384,51. Conforme documentos, as duas retiradas foram feitas por Alcides Jesus Peralta Bernal.

“São três valores, que, basicamente, ficaram pendentes de prestação de contas”, afirma o advogado. Dona Dilá garante nunca ter visto a cor desse dinheiro. Diante da situação, foi apresentado à Justiça um pedido contra Bernal de prestação de contas e devolução dos valores.

Ao requerer levantamento na conta judicial, descobriu-se o valor de R$ 145.338,33. O advogado solicitou ao juiz a liberação da quantia, que deve ser utilizada por Dilá para custear sua terceira cirurgia por conta do acidente. “E, agora, provavelmente vai demorar mais, o advogado Alcides Bernal e a advogada Jaqueline Romero entraram com ação pedindo arbitramento de honorário, com pedido de liminar bloqueando o valor depositado. Ou seja, é mais um prejuízo contra ela”.

Por abandono de processo e omissão, a ex-catadora denunciou Bernal na OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), a quem cabe punir os profissionais. A representação foi feita em maio deste ano e o procedimento é sigiloso.

A sentença judicial a favor de Dilá de Souza data do ano 2000. Na ocasião, a empresa foi condenada a pagar um salário mínimo a titulo de pensão vitalícia, auxiliar no tratamento médico e indenização de 120 salários por danos morais. Bernal recorreu e conseguiu aumentar o valor da indenização para 160 salários mínimos.

À época, o salário mínimo equivalia a R$ 151. Já a pensão vitalícia, sua púnica fonte de renda, era paga de forma atrasada, o que levava Dilá a procurar constantemente Bernal. Ela conta que foi abandonada. “Tinha confiança nele”, relata.

Sobre ser protagonista de um embate com a maior autoridade administrativa da cidade, ela diz que está apenas buscando seus direitos. “Não to a fim de prejudicar e não tenho mágoa dele”, afirma Dilá, que há anos tentava conversar com o ex-advogado sobre a situação do processo. A ex-catadora ficou um ano presa a uma cadeira de roda e, hoje, caminha com dificuldade, auxiliada por muletas.

Dilá caminha com auxilio de muletas e diz não ter mágoa nem querer prejudicar o prefeito (Foto: Reprodução da TV Record)Dilá caminha com auxilio de muletas e diz não ter mágoa nem querer prejudicar o prefeito (Foto: Reprodução da TV Record)

Amigos – O ex e o atual advogado de dona Dilá eram amigos. Rubens conta que trabalhou com Bernal na Colônia Paraguaia. Em 2009, foi nomeado assessor do então vereador Bernal. Depiis, desempenhou a mesma função no gabinete de Bernal na Assembleia Legislativa.

O advogado conta que conheceu a ex-catadora durante as diversas vezes em que ela procurou Bernal na Câmara Municipal de Campo Grande e na Assembleia. Ela não era recebida e a resposta era sempre de que o processo tinha sido arquivado. Rubens pediu exoneração no ano passado e voltou a trabalhar em escritório de advocacia em 2013.

"Realmente, não me identifiquei com o sistema de trabalho do deputado Alcides Bernal. Vinha sendo mais usado como advogado do que como assessor parlamentar”, diz. Na demissão, conta que cobrou honorários de R$ 15 mil pelo trabalho desempenhado, mas não recebeu de Bernal.

Ontem, durante entrevista coletiva, o prefeito afirmou que designou Rubens para acompanhar o caso da ex-catadora. A informação é negada pelo advogado. “Isso é mentira. Só entrei no processo em 8 de abril de 2013”.




Bom dia sou de campo grande mas não morro ai fico sempre sabendo noticias pq gosto de ter informações da minha bela cidade. mas sei tb que quem tem dinheiro e poder nesse pais sempre tem razão, sei que esta senhora não sofreria tantos anos, para só agora reclamar, acho que não, tem um ditado que o diabo ajuda mas de vez em qdo ele tira o rabo de cima e mostra o malfeito, acho que foi o que aconteceu com BERNAL,por ela ser simples ele achou que ninguém iria ajuda-la, depois que aconteceu com o mensalão tudo é possível neste pais, espero que as pessoas honesta que morram ai cg, possa ajuda-la, Que Deus tenha piedade de n
nos brasileiros contra essa raça de políticos corrupto, vamos acordar para 2014.
 
eliane gissele em 25/09/2013 10:32:53
Se for verdade de que ele retirou o dinheiro e não repassou para a senhora isso é roubo se fez com ela o vai fazer com a nossa queria Campo Grande......
 
Emerson Vieira em 25/09/2013 10:29:16
Isso é muito fácil de apurar: É so verificar quem fez os levantamentos dos valores depositados nos autos (fica identificado), se foi o advogado/prefeito ele tem de ter os recibos referentes ao repasse dos valores que fez a autora da ação (D. Dilá). Simples assim!!! Se não tem os recibos, infelizmente fica difícil pra ele.
Existe uma máxima no Direito: Quem paga mal, paga duas vezes!!!
Ps: Sou advogado e sei do que estou falando.
 
Mauro Filho em 25/09/2013 09:40:13
Quanto será que ela ganhou para acusar o Bernal ?
por que os arautos da justiça não a procuraram antes?
Ser adversários político dos HOMENS DA MÁFIA aqui no MS não é mole não,os caras apelam para tudo,vão vasculhar a vida do Bernal desde o dia que veio ao mundo so para se MANTEREM NO PODER.
 
Rubens Ferreira em 25/09/2013 09:17:25
isso td é uma farsa, isso é fato.
 
neder de almeida em 25/09/2013 09:02:05
pelos comentarios tem muita gente se doendo pelo prefeito então porq vcs não fazem um vaquinha e pague os direito de dona Dila,afinal ela tem que ter medo mesmo ,por isso ficou omissa todos esses anos agora ele o prefeito afirmar que é perseguição politica,me faça o favor pare de chorar e arrume a nossa cidade que esta abandonada .
 
solange obara em 25/09/2013 08:48:26
Afff... estão tentando de tudo mesmo, Bernal vai tocando ae não liga para esses caras não.... faz o seu ai que todos estão vendo o que esta acontecendo...
 
Helton Maximo Rabelo em 25/09/2013 08:23:32
Sempre assim, faz a denúncia ganha o dinheiro de quem pediu pra fazer e "vaza" da cidade, deixando instalado o caos e a cidade queimada nacionalmente... os dois tinham que fazer as malas e ir embora!
 
Luiz Antonio em 25/09/2013 08:21:49
paga aa mulher seu bernal . faça valer seu diploma de advogado .
 
dair jair savaris em 25/09/2013 07:39:19
Quem é advogado sabe o que estou escrevendo uma vez que a maioria dos processos é público, ou seja, qualquer um pode olhar e pesquisar, inclusive, até tirar cópias. Assim, neste processo da Sra. Zilá, mediante pesquisa nos andamentos processuais, em nenhum momento se observa qualquer autorização de saque de alvará judicial. Portanto, o dinheiro da autora, provavelmente, está na conta judicial da mesma. O resto é conversa com fins diversos.
P.S - Não fui eleitor do Bernal.
 
Jose C. Vinha em 25/09/2013 07:11:45
Estranho ele sumir.
A política deveria ser para o povo e com o povo, não esse modelo que se instalou no Brasil e é muito forte no MS, quem é contra o sistema sofre todo tipo de retaliação. Espero que a Justiça divina cobre "desses", pois a Justiça dos homens cobra "R$" e que tem mais é que se dá bem.
MUDANÇA JÁ. QUE VENHA 2014!!!!!!!!!!
 
MARCOS ARAUJO em 24/09/2013 21:58:38
Tenho certeza que em todo processo envolvendo dinheiro é preciso ser investigada a licitude dos atos, em especial quando se trata de pessoas hipossuficientes. Contudo, esse caso está parecendo linchamento público do Prefeito. Vamos aguardar o posicionamento da Justiça para o condenar.
 
João Dias em 24/09/2013 20:55:07
Isso ta torrando a paciência até de São Tomé!!!!!! Contra fatos não há argumentos. Todo esse processo foi documentado ou não!!! Então dê a Cesar o que é de Cesar e ao Bernal o que é dele de direito...afinal relógio é que trabalha de graça. E vamos trabalhar chega de lenga lenga!!!!!
 
Marluce de Lira em 24/09/2013 20:23:56
E DONA DILA, SE CUIDA PORQUE SENAO O CARA PODE DAR FIM EM VOCÊ PARA NÃO TE PAGAR...
 
ely monteiro em 24/09/2013 17:48:13
Para mim nada mais é culpa do Bernal, tudo é culpa dos vereadores, inclusive esta senhora ter que abandonar a casa como se fosse bandida, fugir da cidade com medo de represália de um louco que a furtou o pouco que tinha e que os vereadores nada fazem apesar de terem cantado de galo até agora, parabens ao Siuffi que foi o único a manter sua palavra.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 24/09/2013 17:41:47
O dona Dilá, o ditado diz quem não deve não teme.
 
elisângela lemes em 24/09/2013 17:32:30
Está nojenta essa campanha para derrubar o Bernal, esquecem que foi eleito, mas aqui no estado do MS, democracia não existe. Agora insinuam que ele pode mandar sumir com essa senhora, que está sendo usada. Porque nunca a protegeram antes? Se fosse Bernal, renunciaria, pois vão derrubá-lo de qualquer jeito.
 
Roberson Ferraz em 24/09/2013 16:49:34
Não entendí... está com medo de quem acusou,... ou de quem mandou acusar?
 
Eduardo Semir em 24/09/2013 16:22:44
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