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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

01/09/2011 14:21

Aprovado projeto que normatiza alimentos em cantinas escolares

Fabiano Arruda

Sessão nesta quinta teve bate-boca e polêmica; votação foi 14 a 2

Autor do projeto, Cristóvão Silveira mostra salgadinhos e chama de porcaria a qualidade do alimento oferecido nas escolas. (Foto: João Garrigó)Autor do projeto, Cristóvão Silveira mostra salgadinhos e chama de porcaria a qualidade do alimento oferecido nas escolas. (Foto: João Garrigó)
Sessão foi tumultuada e teve mais de duas horas de discussão.Sessão foi tumultuada e teve mais de duas horas de discussão.

O Projeto de Lei N°6.855/10, que normatiza a comercialização de alimentos nas cantinas comerciais da rede pública e instituições privadas de educação básica da Capital, foi aprovado, em segunda votação, na sessão desta quinta-feira na Câmara Municipal por 14 votos a 2.

Até o resultado dos votos o projeto teve muita discussão e a sessão quase foi suspensa.

A maior polêmica foi em relação a um termo de cooperação entre Câmara e Fiems, que prevê que a entidade seja consultada em projetos que dizem respeito aos interesses da indústria.

Os vereadores Airton Saraiva (DEM) e Ribeiro (PMDB), que foram os votos contrários, argumentaram que os representantes do setor industrial e os profissionais que trabalham nas cantinas fossem consultados antes da votação desta quinta-feira numa audiência pública. Mesmo assim a dupla não pediu vistas.

Diante do fato, os vereadores Athayde Nery (PPS) e Grazielle Machado (PR) repudiaram uma possível interferência de setores externos na pauta da Câmara.

O presidente da Casa, vereador Paulo Siufi (PMDB), leu o acordo de cooperação, assinado em 2009, e garantiu que não havia interferência e que os parlamentares não tinham impedimento para votar o projeto na sessão de hoje.

“Não temos receio algum de corporações ou indústrias. O projeto tramita desde o ano passado, passou por todas as comissões e foi aprovado em primeira votação”, declarou, descartando que houve pouco tempo para debate. “São os vereadores que aprovam o projeto e não grupos de fora”, complementou.

A discussão sobre o tema na sessão desta quinta começou de forma acalorada com discurso do autor do projeto, Cristovão Silveira (PSDB). Ele levou dois pequenos sacos plásticos. Um deles continha salgados e, no outro, salgadinhos geralmente fabricados com corantes.

Acadêmicos de Nutrição acompanharam a votação e apoiaram projeto.Acadêmicos de Nutrição acompanharam a votação e apoiaram projeto.

Com os pacotes em mãos, chamou-os de porcarias e perguntou se os vereadores que são pais teriam coragem de comprar os produtos para seus filhos. “É pura gordura. Outro parece um isopor (salgadinhos)”, disparou jogando um dos pacotes no chão e revelando que seu projeto sofreu pressão por parte do setor industrial.

Acadêmicos de Nutrição estiveram na sessão para acompanhar a votação e pregaram que é mais simples educar a alimentação das crianças para que eles não cresçam e seja quase impossível modificar seus hábitos quando adultos.

“Este projeto vai trazer mudanças dentro da família, pois as crianças falarão das questões com os pais”, disse a acadêmica Jhennyfer Garcia, de 19 anos.

Já o médico homeopata, José Roberto, pontuou que o tema é de relevância social, pois, segundo ele, 40% da população brasileira sofre de obesidade e 15% deste número corresponde a crianças. “A criança obesa será um adulto obeso”, afirmou.

Gisele Vieira, de 28 anos, estava com o filho, de apenas 1 ano e 8 meses, e defendeu a aprovação do projeto. “Meu filho tem problemas de fígado e só pode comer produtos naturais. Será positivo para ele (aprovação do projeto) porque não corre o risco de, no momento em que ele crescer, sentir vontade de comer o que estiver na cantina”, frisou.

Durante as discussões, a maioria dos parlamentares admitiu que a normatização da venda dos alimentos na cantina será um passo importante, mas que o consumo dos alimentos proibidos continuará nos estabelecimentos de fora da escola, bem como os pais seguirão a comprar os produtos solicitados pelos filhos. Neste raciocínio, a maior parte dos parlamentares não abre mão da ideia do projeto, enquanto outros apontaram que a divergência tornaria a lei ineficiente.

Votaram a favor do projeto os vereadores Flavio Cesar, Mario Cesar, Athayde Nery, Cristóvão Silveira, João Rocha, professora Rose, Dr. Loester, Lídio Lopes, Grazielle Machado, Dr. Jamal, Alex, Thais Helena, Carlão e Herculano Borges. Magali Picareli, Marcelo Bluma e Vanderlei Cabeludo não estiveram na sessão.

Agora o projeto será encaminhado à sanção do prefeito Nelsinho Trad. “O prefeito garantiu que vai sancionar”, disse Silveira, ainda na tribuna.

Projeto - O texto do projeto prevê ações relativas à promoção da alimentação saudável de toda comunidade escolar e proíbe a comercialização de alimentos como balas, pirulitos, gomas de mascar refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos industrializados, frituras e alimentos com gordura vegetal hidrogenada entre outros produtos estabelecidos nos artigos.

Em substituição aos alimentos “proibidos”, as cantinas deverão oferecer aos alunos frutas da estação "in natura" (inteira ou em pedaços), sucos de frutas, bebidas lácteas, sanduíches naturais e produtos assados. Além disto, para comercializar esses alimentos, os manipuladores deverão passar por um curso de capacitação e a cantina só poderá ser administrada por pessoa "devidamente assessorada em aspectos de alimentação e nutrição".

O texto ainda estabelece que as escolas devem adotar um conteúdo pedagógico e manter em exposição material de comunicação visual, abordando: alimentação e cultura; refeição balanceada; hábitos e estilos de vidas saudáveis; fome e segurança alimentar entre outros.

Vereadores votam hoje projeto que normatiza alimentos nas cantinas escolares
O Projeto de Lei N°6.855/10, que normatiza a comercialização de alimentos nas cantinas comerciais da rede pública e instituições privadas de educação...
Projeto que regulamenta alimentos em cantina escolar será votado na 5ª
A Câmara Municipal de Campo Grande vota amanhã), às 10h, em segunda discussão e votação, projeto do vereador Cristóvão Silveira, que define normas pa...


O cigarro não faz mal a saúde né?
Sabem porque?
Porque o governo e a Dilma ganham por isso.
 
Daniela Scalcão em 28/11/2013 16:42:42
Que engraçado a Dilma está preocupada com isso, mas não está preocupada com médicos que falta no sus, não está preocupadas com as Leis para os bandidos, nem para leis de traficantes o resto está tudo certo, mas isso ela se preocupa com tanta coisa para ela ver ela śo mexe nas leis de quem trabalha, e ainda voces acham que ela se preocupa com alguma coisa?Por isso que o brasil continua assim por que a Dilma faz o que ela acha que é melhor sem consultar ninguém , poruqe eles tem dinheiros para médicos,consultas, aviões ela quer mais é lascar com quem trabalha mesmos porque leis mais severas para o crime ninguém vê!
 
Daniela Scalcão em 28/11/2013 16:40:15
Parabens ao projeto, o mesmo apresenta uma proposta educacional alimentar, sabemos nós que são as criasnçasquando aprende o certo elas cobram até mesmo dos pais as mudanças de velhos hábitos, um exemplo é as questões de transito, acredito no projeto. E não devemos esquecer que a propria liberdade tem limite e deve sim ser vigiada pelasd nossas autoridades, pois a tentação, as propagandas enganosas e fantasiosas são tantas e nossas crianças merecem ser protegidas dessa enganação e ter opções de escolha alimentos entre daquiles que sejam saudaveis. Garantir contratações de nutricionistas responsaveis pela alimentação servida da escola.
 
edilson Pereira da silva em 02/09/2011 11:15:12
Bem dito abaixo. Vão comprar fora da escola e levar pra dentro depois.
Podiam ao invés disso ensinar, dar informação e deixar que eles possam escolher. Educação na alimentação tem que vir de casa.
 
Daniele Cruz em 02/09/2011 10:16:30
Ate parece que isso vai resolver....... acho que esta atitude tem que ser tomada pelos pais educando seus filhos, a proibição e ridicula primeiro faça sua parte pai.........na educação alimentar de seus filhos

 
reynaldo gomes bejarano em 02/09/2011 08:01:45
Acho que o comentário do Wanderley Serrou Camy foi bem pertinente. Acredito que tudo tem limites, até mesmo o controle do Estado sobre as nossas vidas.
Este projeto está CERCEANDO A LIBERDADE das pessoas de escolherem o que vão comer. Até concordo que a alimentação da população anda bastante inadequada atualmente, mas proibições como estas não vão mudar hábitos e cultura.
Ao invés de proibir tais alimentos, acredito que um trabalho de educação alimentar seria muito mais válido, pois conscientizaria as crianças, mesmo para as refeições fora da escola.
Fiquei decepcionado com a Câmara, mas estes são os nossos representantes, que elegemos...
Na época que estudava, a cantina já vendia estas guloseimas e produtos industrializados, mesmo assim, eu não exagerava nesses produtos.
Enfim, não acho certo proibir refrigerante, sucos industrializados,salgadinhos e pipoca industrializada, guloseimas, balas, chicletes. Tudo isso faz parte da infância e se for dosado de forma adequada, não vai prejudicar ninguém.
Os PAIS que eduquem seus filhos em CASA!!!!
Abaixo a ditadura!
 
Rafael Cezar em 01/09/2011 10:47:16
O projeto em certo ponto é bom. Mas nao ira acabar com a ma alimentação das crianças. pois muitos comem essas porcarias em casa. Vai me dizer que nenhum desses vereadores, na escola nunca comeu nada. so comia frutas e sanduiche natural. Se eles querem que parem de vender, mandem parar de fabricar, ja que isso nao presta.
 
thiago souza em 01/09/2011 05:59:11
Neste país TUDO está sendo - paulatinamente - PROIBIDO!

Estamos perdendo a LIBERDADE em nome de uns BONS PROPÓSITOS.
Agora essa, em nome da SAÚDE, proíbe-se guloseimas, oras, por que não pensaram em TAXAR as guloseimas e DESONERAR as outras COISAS SADIAS???

O cigarro é sobretaxado para coibir o seu uso, outras coisas são proibidas E AS PESSOAS USAM!

De passo em passo, vai-se a LIBERDADE pelo ralo, ainda mais pela mão de um membro do meu partido, uma pena.... isso é SOCIALISMO.

O começo do fim....
 
wanderley serrou camy em 01/09/2011 05:30:33
Noossaaaaa isso vai melhorar a educação que é uma beleza perca de tempo, e só comprar fora e levar a escola. não ter o que fazer é ..........
 
Alex Correa em 01/09/2011 05:24:20
Muito bom! raras vezes se vê o governo tratando o problema na sua base, na sua origem. Que isso sirva de exemplo para outras questões sociais como a própria educação, por exemplo.
 
Erick Martinez em 01/09/2011 04:43:21
... vai aquecer o comércio informal na porta das escolas e garantir a volta das lancheiras...
 
marcelo tierramadre em 01/09/2011 04:38:15
meus parabens a quem aprovou o projeto que estes sim estão colocando a saude de nossas crianças em primeiro lugar contem com apoio da maioria da população ,sem contar que não é todas crianças tem o dinheiro para compra estas guloseimas
 
Juscilea Rogerio da Silva Banzato em 01/09/2011 04:25:02
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