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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

10/02/2016 12:34

Arcebispo aprova suspensão e diz que CPI do Cimi fugia do foco

Leonardo Rocha
Dom Dimas falou de CPI, durante entrevista coletiva, no lançamento da campanha da Fraternidade (Foto: Allan Nantes)Dom Dimas falou de CPI, durante entrevista coletiva, no lançamento da campanha da Fraternidade (Foto: Allan Nantes)

O arcebispo de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, concordou com a decisão do juiz Pedro Pereira dos Santos, da 4ª Vara de Justiça Federal de Campo Grande, que suspendeu a CPI do Cimi. Ele também entende que este assunto é de responsabilidade da União, e que a investigação fugia do foco principal do conflito indígena.

"Desde o início eu achava que a CPI fugia do foco do problema, pois o grande responsável por este conflito fundiário, que envolve grupos indígenas, é a União. O Estado pode e deve e estar associado para tentar resolver o problema, mas tem outras competências", disse ele, nesta manhã (10), durante lançamento da campanha da fraternidade.

Dom Dimas ainda acrescentou que cabe ao Estado propor ações em áreas como segurança, saúde e educação e não sobre o conflito no campo. "Se a própria justiça chegou a esta conclusão, que a CPI não tinha fundamentação, temos que respeitar a decisão", argumentou. O Cimi é um braço da Igreja Católica, vinculado a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Ações - O presidente da Assembleia, o deputado Júnior Mochi (PMDB) já declarou que vai recorrer da de decisão, pois a investigação estava trazendo elementos importantes para entender este conflito no campo. Além do legislativo, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) também deve entrar com recurso, já que foi citada na decisão do juiz federal.

A presidente da CPI, a deputada Mara Caseiro (PMB), declarou que a suspensão foi equivocada, pois a investigação era sobre o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e não a grupos indígenas. Ela ainda revelou que já tem provas que a entidade financiava e influenciava a invasão de terras no Estado.

Para o deputado Pedro Kemp (PT), que também faz parte da comissão, um "erro foi corrigido", pois segundo ele, a CPI não tinha consistência e nem fato determinado. A bancada do PT inclusive havia entrado com requerimento para barrar a investigação, antes dela começar.



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