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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

31/03/2015 08:20

Assembleia cria a nova CPI da Enersul para apurar desvio de recursos

Leonardo Rocha
Assembleia cria oficialmente a CPI da Enersul, para investigar irregularidades na instituição (Foto: Roberto Higa/ALMS)Assembleia cria oficialmente a CPI da Enersul, para investigar irregularidades na instituição (Foto: Roberto Higa/ALMS)

A presidência da Assembleia Legislativa oficializou, nesta terça-feira (31), a criação da nova CPI da Enersul, que vai investigar irregularidades que podem ter gerado um desvio de R$ 700 milhões dos cofres da instituição. O período a ser investigado será de 2010 a 2015. A comissão parlamentar terá quatro meses para realizar seu trabalho e apresentar o relatório final.

O deputado Marquinhos Trad (PMDB), proponente da investigação, conseguiu reunir a assinatura de 20 deputados para a criação da nova CPI da Enersul, e terá a vaga garantida para o comando da comissão parlamentar. Restará ao PSDB e PT indicarem um representante de cada bancada, assim como o bloco dos partidos pequenos indicarem mais dois nomes para compor o grupo de trabalho.

“Desejo que as investigações apurem com rigor as denúncias apontadas e que seja dada total transparência aos trabalhos", ressaltou o presidente da Assembleia, o deputado Junior Mochi (PMDB). Após a indicação dos integrantes da CPI, estes devem requisitar material e pessoal lotado no quadro permanente da Casa de Leis, para a realização do trabalho.

Investigação – Após a auditoria feita pela PWC (PricewaterhouseCoopers), que apontou desvio de R$ 700 milhões na Enersul, durante o período de 2002 – 2012, o deputado Marquinhos Trad também quer investigar nesta os nomes das 33 pessoas físicas e jurídicas que fazem parte de uma “Folha Confidencial” e recebiam recursos por mês da concessionária, sem que houvesse qualquer justificativa ou prática funcional na instituição.

Também serão analisados a concessão de gratificações de até R$ 2,5 milhões a pessoas, sem que tivesse uma razão para tal pagamento, além de contratos com empresas terceirizadas, como a Elucid Solution S.A e RBGRQM Participações Sociedade Anônima, já que os proprietários eram ligados a direção do grupo Rede. Outra questão em pauta, é a falta de registro contábeis em relação a gastos de R$ 200 milhões em programa federal.




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