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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Março de 2019

20/12/2018 15:23

Assobiando, Puccinelli sai para “dar uma volta” e deseja Boas Festas

No dia seguinte à sua liberação do Centro de Triagem, onde estava desde 20 de julho, ex-governador aparenta bom humor, evita entrevista e sai com advogado

Humberto Marques e Paulo Francis
Renê Siufi e Puccinelli, na saída da casa do ex-governador um dia depois de ser liberado pelo STJ. (Foto: Paulo Francis)Renê Siufi e Puccinelli, na saída da casa do ex-governador um dia depois de ser liberado pelo STJ. (Foto: Paulo Francis)

Menos de 24 horas depois de deixar a cela 17 do Centro de Triagem Anizio Lima, no complexo penitenciário de Campo Grande, o ex-governador André Puccinelli (MDB) arriscou “dar uma volta” na tarde desta quinta-feira (20). Acompanhado do advogado Renê Siufi e aparentemente descontraído, o ex-chefe do Executivo estadual negou entrevista. "Não é momento de dar declarações", justificou.

A saída, possivelmente uma das primeiras desde 20 de julho deste ano –quando foi preso na Operação Papiros de Lama–, mostrou o retorno à rotina. Vestindo camisa de manga longa azul (visual adotado em boa parte dos eventos públicos enquanto governador e prefeito) e assobiando, Puccinelli deixou o prédio em que mora, na rua Euclides da Cunha, pela porta da frente, e seguiu pela calçada, sem se incomodar com a presença da imprensa, até virar a esquina e entrar no carro do advogado.

Antes de partir, deixou um desejo de “Feliz Natal e um bom Ano Novo a todos”. Também se recusou a dizer para onde estava indo.

Mais cedo, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Junior Mochi (MDB), disse nesta quinta-feira (20) que aguarda uma reunião com André Puccinelli para 'reorganizar' o partido para as próximas eleições. O encontro seria na tarde de hoje, mas não há movimentação na sede do MDB.

Ontem, no mesmo horário, Puccinelli aguardava a chegada ao Centro de Triagem da ordem de soltura assinada pela ministra Laurita Vaz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), atendendo a habeas corpus impetrado pela sua defesa e que também beneficiou seu filho, o advogado André Puccinelli Junior.

Ambos foram presos em julho durante uma nova etapa da Papiros de Lama, a quinta fase da Operação Lama Asfáltica, que apura o uso do Instituto Ícone para o recebimento de recursos ilícitos, advindos de desvios e pagamentos de propina –que seriam destinadas ao ex-governador. O Ícone pertenceria de fato a Puccinelli Junior, embora estivesse registrado em nome do advogado João Paulo Calves (também preso na Papiros, mas que obteve em 23 de outubro decisão do STJ que lhe colocou em liberdade).

Ex-governador desejou boas festas antes de sair em carro do advogado. (Foto: Paulo Francis)Ex-governador desejou boas festas antes de sair em carro do advogado. (Foto: Paulo Francis)

Liberação – A prisão foi a segunda contra Puccinelli –que, em novembro, ficou detido 40 horas quando a Papiros de Lama foi deflagrada pela primeira vez–, determinante também para mudar seus planos políticos: até então presidente regional do MDB, era também o nome quase unânime do partido para disputar o governo do Estado.

Fora da disputa, viu o partido adiar ao máximo sua substituição, ainda na esperança de reverter a prisão preventiva, para em seguida ainda trocar de candidato mais uma vez. Anunciada na disputa, a senadora Simone Tebet (MDB) recuou e viu seu indicado para vice, Promotor Sérgio Harfouche (PSC, que mudara o plano de concorrer ao Senado para encabeçar a disputa pelo Executivo), acabar substituído pelos emedebistas pelo presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi –terceiro colocado na disputa.

Em paralelo, os advogados do ex-governador tentaram no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e no STJ sua liberação, sem sucesso até esta quarta-feira. A busca do habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) foi abandonada. Dias antes, o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, havia negado liberação para seu ex-secretário de Obras e ex-deputado federal, Edson Giroto, e outros investigados na Fazendas de Lama (terceira fase da Lama Asfáltica).



Ladrão assobia , pois o dinheiro nunca será devolvido aos cofres públicos. O MPE deve apertar e investigar o Wanderley Cabeludo, procurador de uma enorme Fazenda no Norte do Brasil e pertencente ao Ladrão Puccinelli. Desculpa Rene.
 
Rinaldo Durães Ribeiro em 20/12/2018 21:30:48
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