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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

01/07/2013 21:16

Beatriz Dobashi explica desinteresse por acelerador linear em nota gravada

Zemil Rocha

Após pedir demissão, a secretária de Saúde do Estado, Beatriz Dobashi, explicou o desinteresse pelo acelerador linear disponibilizado pelo Ministério da Saúde para tratamento de pacientes com câncer, em Campo Grande, como decorrência das falta de requisitos por parte do Hospital Regional (HR) e à intenção do Hospital Universitário (HU) de se descredenciar do serviço de oncologia. Não explicou, porém, as tentativas de ajudar o Hospital do Câncer Alfredo Abrão a receber o aparelho.

Em nota gravada sobre sua decisão de pedir afastamento, Beatriz Dobashi afirmou que o HR não tinha como implantar o aparelho. “Não teria como operar de imediato”, declarou ela, alegando que há exigência de “vários procedimentos complexos” para começar a operar com o acelerador linear.

Observou que havia o problema das obras no HR em execução há mais de quatro anos. Aceitar o aparelho, segundo ela, seria “prolongar esse tipo de situação”. Na área de pessoal especializado, também haveria dificuldade, embora já esteja sendo providenciado concurso para este ano. As soluções demandando um certo tempo impediriam o recebimento imediato do aparelho, na versão da secretária.

Quanto ao Hospital Universitário, conforme Beatriz Dobashi, havia intenção de descredenciamento da área de oncologia, que pretendia substituir por outros serviços, como o de Ortopedia. Depois, o HU acabou voltando atrás e se dispondo a instalar o aparelho.

Como havia decisão do HR de desenvolver o serviço de oncologia, embora necessitando de tempo para se adaptar às exigências, Beatriz aponta que haveria sete serviços especializados em funcionamento no setor público. Lembra que o HU tinha dificuldades para ficar com a oncologia, tendo optado por não receber o aparelho.

Já em relação à Santa Casa,o hospital que chegou a conduzir junto com outros membros da gestão interventora, Beatriz observou que havia dificuldade financeira crônica, com R$ 3 milhões mensais de déficit.

Mesmo assim, disse que quando a Neorad propôs o serviço o fez pela tabela do SU com desconto de 4%, a Santa Casa resolveu dirmar contrato de terceirização.. “Com isso se paga menos do que no País pela radioterapia”, destacou. “E foi para acabar com a fila de 80 dias de espera”, acrescentou.

Na gravação da interceptação telefônica da operação Sangue Frio, divulgadas hoje, Beatriz Dobashi refere-se em uma das falas que tem no papel as informações, com orientação ao então diretor do Hospital Regional, Reinaldo Queiros, com as justificativas ao Ministério da Saúde para não receber aceleradores disponibilizados aos estados.

Beatriz explica na nota gravada: “Todos que trabalham comigo sabem que gosto que tudo seja colocado no papelzinho, para comprovação", justifica.

 

Beatriz Dobashi explica desinteresse por acelerador linear em nota gravada


Infelizmente o interesse financeiro esta acima da saude da população, só poem panos quentes quem tambem deve, tem que ser investigado e punido com rigor. Se isso acabar em pizza eu vou sentir vergonha de ser brasileiro,e se procurar tem mais e muita gente.
 
marcelo ferreira em 02/07/2013 16:52:55
Belas palavras da secretária, afinal quem tem câncer não tem pressa no tratamento. Pode esperar terminar a obra, depois o credenciamento do hospital, a contratação de especialistas...e o câncer lá, quietinho esperando. Faça um favor, Beatriz : vá embora do MS, você nos envergonha !
 
Marcos Paulo Hypollito em 02/07/2013 10:14:11
Cadeia pra essa corja de corruptos...
 
Kaio Gleizer em 02/07/2013 08:45:10
Dói na alma saber que enquanto o governo do estado faz propaganda que nos últimos seis anos investiu 30 milhões no hospital regional, ou seja, 5 milhões por ano, optou por investir 100 milhões no aquário do pantanal.
Dói na alma saber que neste período, dezenas de pessoas morreram por falta de atendimento na rede pública de saúde do Estado de MS.
Dói na alma saber que o Governo Federal disponibilizou aparelhos que poderiam salvar dezenas de vidas e o Estado recusou. Causando sofrimento e dor a dezenas de famílias. Não é a toa que a população foi as ruas, pedindo melhorias na educação, transporte e no caso em tela na saúde.
Este caso nos leva a crer que o problema em MS na saúde não é de recursos e sim de Gestão eficiente e transparente.
 
ORIVALDO MUNDIM em 02/07/2013 08:19:24
Pediu demissão para ir para cadeia? Onde vamos parar...
 
Rodrigo Pereira Mendonça em 02/07/2013 08:03:30
Infelizmente não temos neste estado um representante preocupado com a população. Essa operação Sangue Frio, a cada dia que passa, parece envolver mais autoridades e pessoas de altos cargos ganhando dinheiro às custas das próprias doenças das pessoas. Espero que não fiquem impunes, nem essa ex secretária e nem o ex diretor do HR.
 
Andrea Vieira em 02/07/2013 07:58:50
Beatriz Dobashi correr pra quê, numa hora dessa falou falou e não disse nada. Sempre admirei seu trabalho em frente a secretaria, vai pular do barco antes que afunde, acho que a senhora envergonhou nosso Governador.
 
Luciano Lira em 02/07/2013 07:46:30
Tem coisa no serviço público que deveria ser determinado. Onde já se viu o HU, da União e ter uma criatura, com cargo, impedindo a operação do Hospital; é o fim do mundo. Por isso que nunca critiquei a Dilma, mandaram aparelhos caríssimos para ajudar nos problemas da saúde e o Estado recusou. Isso é para que o povo leia mais e analise tudo.
 
Luiz Alves em 02/07/2013 07:24:11
E o Governador não se pronunciou sobre isso? Estranho!!!
 
Sergio Oliveira em 02/07/2013 00:06:36
Nojo! Não existe outro sentimento. É ridículo. Quantos doentes de câncer não morreram em virtude da má gestão.
 
Valter Antunes em 01/07/2013 23:02:27
Que dó dela, não sabia de nada, as escutas telefônicas foram forjadas não era ela. Vai pra cana!!!!!
 
Marcos Souza em 01/07/2013 22:18:29
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