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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

16/09/2015 10:25

Bernal e vereadores divergem de tudo em reunião tensa na Câmara

Edivaldo Bitencourt e Antonio Marques
Bernal faz reunião para prestar contas aos vereadores (Foto: Antonio Marques)Bernal faz reunião para prestar contas aos vereadores (Foto: Antonio Marques)

Queda de braço, tensão e até a discussão sobre a presença ou não da imprensa marca a reunião do prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP) e os vereadores. Os parlamentares cobraram resultados do chefe do Executivo, que reassumiu dia 25 de agosto e ainda não conseguiu concluir a nomeação da equipe.

Acompanhado pelos secretários municipais de Governo, Paulo Pedra, e de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes, Bernal e os presentes foi informado pelo presidente, em exercício, da Câmara, vereador Flávio César (PTdoB) que o evento seria fechado e que a imprensa acompanharia apenas a abertura. Porém, alguns parlamentares e o próprio prefeito pediram a Flávio César que os jornalistas pudessem acompanhar a reunião, por tratar-se de informações públicas. 

O presidente da Casa contou que havia um entendimento feito com Paulo Pedra de que a reunião seria fechada. No entanto, diante dos questionamentos apresentados e com o aval de Bernal, o melhor mesmo era que a imprensa permanecesse e levasse as informações para a sociedade.

O segundo ponto a causar polêmica foi sobre a necessidade de se apresentar os números da finança do município. Ex-líder de Gilmar Olarte no legislativo, Edil Albquerque (PMDB) defendeu que Bernal pulasse a parte do balanço financeiro, porque já era de conhecimento de todos. Bernal discordou do vereador e disse que se não fosse feita a apresentação dos dados não havia razão para a reunião continuar.

Vencido na argumentação, Edil cobrou solução para os problemas da Capital, como a greve na coleta do lixo, a falta de merenda nas creches e os buracos nas ruas. Bernal reagiu e rebateu. Ele argumentou que está no cargo há 13 dias úteis. “O tic TAC do mundo político é diferente do tic TAC do relógio”, justificou-se, sobre as cobranças.

Em seguida, Disney começou a falar sobre a situação da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Ele destacou que o município tinha tradição de ter caixa suficiente. No entanto, segundo o secretário, a situação piorou com a administração de “completa irresponsabilidade”. Apesar de criticar, ele não citou nominalmente Gilmar Olarte.

O antecessor de Fernandes no cargo, André Scaff, que é procurador jurídico da Câmara, também participa do encontro e destacou que a grande vilã do desequilíbrio financeiro é a folha de pagamento. Os salários de agosto somaram R$ 96 milhões.

Ele acusou a administração de Bernal, antes de Olarte assumir, de elevar os salários dos servidores apesar da evolução da receita ter sido baixa. “Isso comprometeu as contas”, criticou Scaff.

Disney Fernandes apresentou um quadro com a evolução da receita e da despesa neste ano. Em fevereiro, o superávit chegou a R$ 137 milhões, já que é o mês de pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Em julho, o déficit ficou em R$ 6 milhões. No mês passado, foram R$ 85,1 milhões de receita, contra despesa de R$ 117,2 milhões, com deficit de R$ 34,2 milhões. 

Conforme os dados apresentados pelo atual titular da Seplanfic, houve aumento na receita do município de pouco mais de 5% em 2015, se comparado ao ano anterior. 

 

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Ao almejar mudança na gestão pública, a população deve valorizar o voto de maior importância, ou seja, o voto de membros do legislativo.

Novas eleições estão próximas e mais uma vez tenho a esperança de que, na hora que cada eleitor escolher o seu candidato, escolha com base no interesse público e não para garantia de alguma promessa de vantagem pessoal como normalmente acontece.

Muitos são os envolvidos em "esquemas" de favorecimento financeiro com contratos públicos e "mensalinhos" para as aprovações dos projetos do executivo. Aprovam por interesse próprio e não por interesse público.

O Bernal não consegue administrar por que tenta acabar com o esquema já existente.

A mudança só começa quando mudamos a nós mesmos para a escolha de gente que trabalhe para nós na coletividade.
 
Gil em 16/09/2015 14:41:41
Campo Grande nunca passou por uma situação tão difícil, é triste ver a cidade abandonada, e políticos que cavernam pra si próprios.
 
wild em 16/09/2015 11:58:31
Se bobear, na próxima eleição volta o cara do aquário e da boa alvorada, ou alguém da família traste. Estamos fritos.
 
Ganso em 16/09/2015 10:54:38
Vamos ser reféns das palhaçadas entre camara e prefeitura até as proximas eleições, não tem ninguem com condições de administrar nossa cidade, isso é muito triste.
 
Max em 16/09/2015 10:33:16
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