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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

11/12/2013 14:41

Bernal não é o primeiro a alegar “doença” para deixar de depor na Câmara

Josemil Arruda
Bernal alega visão prejudicada pelo diabetes para não  depor na Câmara (Foto: arquivo)Bernal alega visão prejudicada pelo diabetes para não depor na Câmara (Foto: arquivo)

O prefeito Alcides Bernal (PP) não é o primeiro a alegar doença para adiar ou não prestar depoimento na Câmara de Campo Grande. Desde o começo das investigações dos vereadores sobre os contratos de Bernal vários convocados para depor fizeram o mesmo, tanto nas convocações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote, encerrada dia 19 de setembro, quanto da Comissão Processante criada no dia 15 de outubro e baseada no relatório da primeira.

Antes de Bernal, a mais recente alegação da chefe da Central de Compras (Cecom) da Prefeitura de Campo Grande, Gislaine Maria do Carmo Penzo, que enviou "atestado neurológico" para não depor na Câmara. O depoimento dela na Comissão Processante deveria ter ocorrido no dia 20 de novembro, mas foi frustrado com a entrega do atestado médico.

Nesta quarta-feira (11) Bernal mandou à Comissão Processante a justificativa de que a diabete de que é portador está avançada e afetou sua visão, impedindo-o de prestar depoimento que tinha sido marcado para hoje, mas foi adiado para quinta-feira, às 9 horas, a pedido do advogado do prefeito, o desembargador aposentado Jesus de Oliveira Sobrinho.

À época da CPI do Calote as alegações de representantes das duas empresas contempladas com contratos emergenciais da Prefeitura de Campo Grande deixaram os vereadores de cabelo em pé. Os depoentes que falariam em nome da Salute Distribudora de Alimentos e Megaserv, não compareceram para prestar depoimento, no dia 8 de agosto, “debocharam” dos vereadores para justificar o não comparecimento à Câmara.

Os donos da Salute, Érico Chezini Barreto e Aldoir Luís Czizeski, microempresa criada em 1º de abril deste ano com capital social de R$ 50 mil e contemplada com um contrato emergencial no valor de R$ 4,3 milhões, alegaram que não tinham sofrido calote da prefeitura, se dispensando de atender à convocação dos vereadores. Como não tinham nenhum crédito pendente na Prefeitura, consideraram que “houve um equívoco” na convocação deles para depor.

Já o presidente da Megaserv, Marcos Marini, que também teria de depor no mesmo dia, alegou problemas de saúde, mas causou espanto até mesmo no líder do prefeito na Câmara, Marcos Alex (PT), ao informar que só poderia comparecer à CPI do Calote no fim do mês de agosto, quando terminaria seu tratamento de saúde. “Engraçado que a doença tem prazo para acabar”, ironizou Alex na época.

 

 



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