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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Julho de 2018

20/12/2013 13:57

Câmara impõe nova derrota a Bernal e mantém suplementação em 5%

Josemil Arruda e Kleber Clajus
Vereadores aprovaram Orçamento e emendas hoje por unanimidade (Foto: Izaias Medeiros)Vereadores aprovaram Orçamento e emendas hoje por unanimidade (Foto: Izaias Medeiros)

A Câmara de Campo Grande impôs hoje mais uma derrota política ao prefeito Alcides Bernal (PP), ao manter em 5% o limite para abertura de crédito suplementar sem necessidade de autorização legislativa. Até 2012, o índice de suplementação no Orçamento do Município sempre foi de 30%, tendo sido reduzido neste primeiro ano da gestão Bernal.

O prefeito propôs no projeto de Lei de Orçamento Anual (LOA) que o índice de suplementação voltasse a 30%, mas durante as negociações na Câmara já aceitava que fosse de 20%. Na Comissão de Finanças e Orçamento tramitava duas emendas, uma prevendo zero de suplementação e outra de 5%, que foi a aprovada.

Apesar de 5% representar nova derrota para Bernal na Câmara, mesmo os vereadores que integram a base de apoio do prefeito votaram a favor do projeto de Orçamento com suas 243 emendas. O relatório elaborado pela vereadora Grazielle Machado (PR), relatora do Orçamento 2014 e presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, recebeu voto favorável de todos os parlamentares, que fizeram questão de acompanhar a votação e a discussão do projeto mais importante do ano.

Para o vereador Eduardo Romero (PT do B), a manutenção do índice de 5% não vai atrapalhar o governo de Bernal. “Não é problema que ele continue com esse percentual uma vez que utilizou apenas 12,5% de suplementação durante o ano e, quando precisou, enviou projetos que foram aprovados pela Câmara”, argumentou.

Indagado se a autonomia do chefe do Executivo não teria sido limitada com índice de suplementação tão pequeno, Romero negou. “Não é engessamento, mas oportunidade de a Câmara acompanhar de perto a aplicação de recursos da prefeitura”, declarou.

O líder do prefeito na Câmara, Marcos Alex (PT), disse que o Executivo queria suplementação de 20%, mas acabaram conseguindo só 5%. “Dava para aumentar a suplementação, mas do jeito que ficou, as mesmas dificuldades continuarão acontecendo”, lamentou.

A proposta de Orçamento para 2014 foi aprovada em dois turnos de discussão em duas sessões extraordinárias realizadas uma após a outra. Agora o projeto aprovado segue para a sanção do prefeito.



Quem perde é a população!!! Aproveitem o ultimo mandato de vcs, que estão trabalhando a favor próprio!!
 
Gracyella Galhardo em 21/12/2013 09:38:06
e uma vergonha para esses vereadores manter esta suplementação de 5% para o prefeito
usar nas emergências ai ta escrito que tudo isso e coisa mandada e perseguição
politica se o nelsinho tinha 30% ou sera que o bernal tem que falar o tio patinhas.
 
jose delmondes em 20/12/2013 20:22:03
Só pena que a demonstração de força da Câmara vá no fim prejudicar a população,Campo Grande é uma casa dividida,nisto não há como se manter uma casa dividida,que caminha apenas para a destruição.Que bom seria se os que estejam no poder a mais tempo aceitassem que a mudança vem um dia e tivessem a consciência que a vontade do povo os eleitores deva ser respeitada.
 
antonio Costa em 20/12/2013 18:34:53
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