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13/11/2014 10:53

Câmara suspende sessão em luto a morte de Manoel de Barros

Kleber Clajus
Carlão propôs que sessão fosse suspensa na Câmara Municipal (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)Carlão propôs que sessão fosse suspensa na Câmara Municipal (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)

Os vereadores de Campo Grande também encerraram os trabalhos, nesta quinta-feira (13), em expressão de luto ao falecimento do poeta Manoel de Barros. Há intenção de que se colocar a Câmara Municipal como opção para velório do “poeta das sutilezas”.

A determinação de suspender a sessão ocorreu após a medida ter sido adotada pela Assembleia Legislativa e a pedido de Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). “O país está mais triste pelo falecimento do grande poeta pantaneiro e inventor de palavras. Na verdade, o mundo inteiro perde, mas graças a Deus temos o legado de sua obra grandiosa e inestimável”, comentou.

Carla Stephanini (PMDB) chegou a ler nota de pesar dos parlamentares, enquanto Paulo Pedra (PDT) sugeriu que o velório do poeta ocorresse na Casa de Leis, pois “ele merece toda honraria da Câmara Municipal”. O pedetista, inclusive, estava na tribuna quando teve a fala interrompida por Carlão solicitando o término dos trabalhos, o que foi prontamente aceito.

Adeus ao poeta – O coração de Manoel de Barros parou por volta das 8h05 desta quinta-feira, no Proncor, depois de 6 meses em estado de ruína, como ele mesmo definia os efeitos dos 97 anos de idade, quase 98, que seriam comemorados no dia 19 de dezembro. O velório será no Parque das Primaveras, mas ainda não há horário definido.

O poeta, nascido em Cuiabá, se tornou referência no gênero poesia e teve 28 obras publicadas sendo a primeira em 1937 e a mais recente no ano passado. No exterior, teve três obras traduzidas nos países de Portugal, França e Espanha.

Ao todo recebeu 13 prêmios, sendo eles:

1960 — Prêmio Orlando Dantas - Diário de Notícias, com o livro Compêndio para uso dos pássaros;
1966 — Prêmio Nacional de poesias, com o livro Gramática expositiva do chão;
1969 — Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, com o livro Gramática expositiva do chão.
1989 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Poesia, como o livro O guardador de águas;
1990 — Prêmio Jacaré de Prata da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul como melhor escritor do ano;
1996 — Prêmio Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional, com o livro Livro das ignorãnças;
1997 — Prêmio Nestlé de Poesia, com o livro Livro sobre nada;
1998 — Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra;
2000 — Prêmio Odilo Costa Filho - Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro Exercício de ser criança;
2000 — Prêmio Academia Brasileira de Letras, com o livro Exercício de ser criança;
2002 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, com O fazedor de amanhecer;
2005 — Prêmio APCA 2004 de melhor poesia, com o livro Poemas rupestres;
2006 — Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro Poemas rupestres.

(Colaborou Janaína Gaspar)

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