Dólar sobe a R$ 5,13 com foco em juros e dados dos Estados Unidos
Moeda avançou 0,87%, enquanto mercado aguarda decisão do Banco Central sobre a Selic
O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,1312 nesta terça-feira (4), com alta de 0,87%, influenciado pela divulgação de novos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, pela expectativa em torno da decisão sobre os juros no Brasil e pelo cenário geopolítico no Oriente Médio. No mesmo dia, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,07%, aos 177.883 pontos.
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Com o resultado desta terça, o dólar acumula alta de 1,22% na semana e no mês. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 6,51%.
A valorização da moeda americana ocorreu em um dia de maior cautela entre investidores. Nos Estados Unidos, a divulgação de dados de emprego reforçou as atenções sobre os próximos passos do Fed (Federal Reserve), banco central americano, em relação à política de juros.
No Brasil, o mercado também acompanhou a divulgação da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), além da temporada de balanços de empresas. Outro fator que concentrou as atenções foi a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a taxa básica de juros. A expectativa predominante é de um novo corte na Selic, para 14% ao ano.
No cenário internacional, investidores também monitoraram o conflito entre Estados Unidos e Irã. O Catar informou que mediadores avançaram nas tentativas de abrir negociações entre os dois países, apesar de o governo iraniano negar que conversas oficiais estejam em andamento.
A possibilidade de redução das tensões refletiu no mercado de petróleo. O barril do Brent caiu 5,26% e terminou o dia cotado a US$ 79,36. Já o WTI (West Texas Intermediate) recuou 5,69%, para US$ 75,77. A queda do petróleo ajudou a reduzir parte das preocupações com a inflação global.


