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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

10/09/2014 09:00

Candidato do PSOL ao Senado defende descriminalização da maconha

Ludyney Moura
Lucien Rezende é a favor da descriminalização  da maconha (Foto: Marcelo Calazans)Lucien Rezende é a favor da descriminalização da maconha (Foto: Marcelo Calazans)

O trabalhador rural Lucien Rezende é o candidato do PSOL à vaga de Senador da República por Mato Grosso do Sul. Aos 50 anos o socialista quer ter um papel de destaque na política do Estado e defende a descriminalização da maconha, como “estratégia de combate ao tráfico de drogas”.

Rezende também promete discutir uma reforma tributária no Senado, e quando questionado sobre o aborto se limita a dizer que a mulher precisa ser respeitada quanto ao que quer fazer com seu corpo. Ele tem sido figura presente ao lado do cabeça de chapa do PSOL, Sidney Melo.

O candidato do PSOl também defendo o fim da reeleição e afirma que o “O financiamento privado de campanhas é a ponta do fio da meada dos maiores escândalos de corrupção que conhecemos”.

Confira a entrevista de Lucien Rezende ao Campo Grande News:

Alguns nomes de peso na política nacional, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), são defensores do projeto de lei que liberaria a comercialização da maconha no Brasil, como forma de dar ao Governo Federal maior controle sobre o consumo do entorpecente. Tema que deverá ser debatido no Congresso na próxima legislatura. Qual seria seu posicionamento diante desta temática?

Lucien Rezende - Defendemos a descriminalização da Maconha como estratégia de combate ao tráfico de drogas. A chamada "guerra às drogas" protagonizada pelo Brasil serviu até o momento apenas para punir os mais pobres e os mais vulneráveis, deixando os barões e os cartéis do tráfico cada vez mais poderosos. A legalização do uso medicinal e recreativo da maconha, com controle do Estado contribuirá com a diminuição da violência e com a desestruturação e desarticulação do poder econômico dos traficantes.

Todos os candidatos defendem a reforma tributária e menos impostos. Quais tributos devem ter redução na sua avaliação?

Lucien Rezende - A reforma tributária deve ser ampla e com objetivo claro de desoneração da classe trabalhadora, dos aposentados, dos pequenos empreendedores, comerciantes e produtores. Neste contexto, precisamos garantir a proteção da economia brasileira sem explorar a população. Todos os impostos devem ser revisados e rediscutidos, mas, considero que o IOF, IPI, e o IE (Imposto sobre exportações) devam ser os primeiros a serem discutidos, bem como, é necessário que o congresso trate da questão sobre a tributação das grandes fortunas para inverter a lógica de cobrar demais dos que têm menos.

O governador André Puccinelli (PMDB) tem se destacado, nacionalmente, na defesa do interesses fiscais dos Estados menos industrializados do país, em um episódio classificado por alguns como Guerra Fiscal. Como enfrentaria a questão e o que apresentaria de solução parlamentar para isso?

Lucien Rezende - No Senado, além de defender a reforma tributária ampla, faremos a defesa e o debate urgente na defesa da economia de nosso Estado. A guerra fiscal está diretamente ligada a questão da produção e da necessidade de importação de produtos beneficiados. Vamos atuar no sentido de estabelecer legislação que garanta a justiça tributária entre os Estados.

Outro tema polêmica é o fim do voto obrigatório. O senhor vai trabalhar para acabar com esta obrigação?

Lucien Rezende - Pretendemos fazer um mandato que estimule o eleitor à participar da política e que faça o mesmo se sentir satisfeito ao participar dos momentos democráticos e eleitorais do país. No entanto, sempre defenderemos o direito à liberdade de escolha de cada cidadão. Política não deve ser imposição, se assim for se transforma em resquício de regime de exceção.

A reforma política pode adotar o voto distrital ou o voto distrital misto. Qual sistema o senhor (a) defende?

Lucien Rezende - O Brasil é um país continental, com regiões e características diversas, por isso, precisamos adotar um modelo que contemple as expectativas e necessidades de cada região ou localidade do país. Mas, penso que o voto distrital misto com a escolha em lista oferecida pelos partidos não é amplamente democrático,pois a decisão final fica a à mercê de direções partidárias, nem sempre comprometidas com o pensamento ou com as expectativas dos eleitores.

Os suplentes de senador são bastante criticados, porque assumem sem passar pelo escrutínio popular. O que o senhor (a) propõe neste caso, manter ou mudar o atual sistema dos suplentes?

Lucien Rezende - É fato que boa parte dos eleitores não se atentam para a questão de quem são os suplentes, e, portanto, defendo que o suplente seja o candidato que obteve votação imediatamente inferior ao eleito, ou que se realize uma nova eleição à cada vacância do titular.

A reeleição foi implantada em 1997. Alguns candidatos a presidente defendem o fim deste sistema. Qual a sua opinião sobre o fim da reeleição e qual o melhor modelo para o Brasil?

Lucien Rezende - Sou a favor do fim da reeleição. O fim da instituição da reeleição garante a alternância no exercício do poder e ajuda a evitar a consolidação de vícios políticos como a corrupção. Mas, também é necessário que se estabeleça legislação que obrigue o próximo gestor a finalizar atos, contratos e projetos em andamento que sejam considerados relevantes para a população brasileira à fim de evitar o desperdício dos recursos públicos.

As campanhas eleitorais devem ter financiamento público ou manter o atual sistema, com contribuição de empresas e cidadãos?

Lucien Rezende - Financiamento público com certeza, e mais, com equidade para que todos possam efetivamente disputar os pleitos em reais condições de igualdade. O financiamento privado de campanhas é a ponta do fio da meada dos maiores escândalos de corrupção que conhecemos.

O Congresso também deve discutir a adoção de crianças por casais homossexuais. Qual a sua opinião a respeito do assunto?

Lucien Rezende - Amor, respeito, carinho, cuidados e outros bons sentimentos e valores não têm sexo ou gênero. Sou a favor da adoção por qualquer casal humano que comprove condições econômicas, físicas, morais e emocionais.

Um projeto de lei propõe que a homofobia seja considerada crime semelhante ao racismo. Qual a sua posição a respeito do assunto?

Lucien Rezende - Precisamos criminalizar para combater com rigor toda forma de preconceito ou de ação intolerante.

E o aborto, deve ser mantido na forma atual da lei, que é permitido nos casos de estupro e ameaça à saúde da mulher, ou sofrer alterações, como retirar esses direitos ou ampliá-los?

Lucien Rezende - Não se trata de ampliar ou retirar direitos, trata-se de entender que todo cidadão ou cidadã é livre para decidir o que fazer por si próprio, ou com seu próprio corpo. O Estado deve apenas amparar a mulher, garantir-lhe apoio e assistência independente de sua decisão.




Cortar impostos, mas com o livre comércio da maconha o governo iria criar muitos impostos nesta prática econômica. No Brasil, com potencial produtor que temos, seria muito lucrativo esse negócio. Vai falar isso para um pai ou família que perdeu o filho para as drogas. Vocês "romantizam" a maconha como se fosse algo libertador, mas não é. Pensa em um funcionário de uma empresa chegando "chapado" logo cedo no seu serviço...sem essa, candidato. Isso é assumir que perdeu a batalha com os traficantes. Por que os traficantes lucram livres de impostos e o governo não "curte" essa ideia e ficar fora dessa, entende.
Aborto: Sabe quando o cidadão deve usar do direito de decidir sobre seu corpo? Na hora de usar ou não métodos anticoncepcionais. Após isto, já envolve outro ser, que está em seu corpo.
 
Wagner Cabriote em 11/09/2014 08:54:37
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