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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

30/04/2014 17:18

Cheques trocados por “agiota” para Ronan Feitosa eram de até R$ 10 mil

Josemil Arruda
Advogado de Gilmar Olarte, Jail de Azambuja é juiz federal aposentadoAdvogado de Gilmar Olarte, Jail de Azambuja é juiz federal aposentado

O advogado do prefeito Gilmar Olarte (PP), Jail Benites de Azambuja, revelou nesta quarta-feira (30) que são de “pequeno valor” os cheques trocados pelo agiota com o ex-assessor e ex-pastor Ronan Feitosa, cujo não pagamento motivou a denúncia ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e abertura de investigação criminal. Jail é juiz federal aposentado.

“São cheques de R$ 700, R$ 1.000, alguns de R$ 5 mil a 10 mil. São esses valores”, informou o advogado Jail de Azambuja. As lâminas mais recentes, segundo ele, são de julho de 2013 e as mais antigas, de novembro de 2012, portanto de período anterior ao começo do processo de cassação de Alcides Bernal (PP), que se deu em 15 de outubro com a aprovação da Comissão Processante da Câmara de Campo Grande.

Jail Azambuja explicou que esse agiota, cujo nome vem sendo mantido em sigilo pelo Gaeco, fez negócios com Ronan Feitosa. “O Ronan trocou cheque com ele e pegou dinheiro”, disse o causídico. Questionado se Ronan falou usando o nome da Prefeitura de Campo Grande, o advogado de Olarte respondeu: “A princípio, sim”.

“Compra” de vereador – O advogado do prefeito da Capital garante que as transações envolvendo cheques nada tem a ver com “compra” de vereador, como foi mencionado ontem pelo desembargador Ruy Celso Florence, ao revelar os dados a que teve acesso por conta dos pedidos do Gaeco de quatro mandados de busca e apreensão, um deles na casa de Olarte, e um de prisão para Ronan Feitosa.

“Quem fez pedido colocou isso, mas não tem nada disso”, garantiu Jail Azambuja. “Não existe isso de que Ronan trocava cheque para Gilmar comprar vereador, até mesmo se analisando quando foram apresentados. Não tem relação nenhuma uma coisa com outra”, acrescentou.

Sem mencionar o nome do promotor Marcos Alex Vera, que comanda as investigações no Gaeco, o advogado Jail Azambuja afirmou que a pessoa que fez a denúncia acabou misturando crime comum com objetivos políticos. “Se tenta dar nela conotação política e fazer ligação que não existe”, assegurou.

Escutas e quebra de sigilo – Assim como já tinha feito o advogado dos três vereadores do PT do B, Waldir Custódio, o representante jurídico do prefeito Gilmar Olarte confirmou que o promotor Marcos Alex Vera pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados e já tem provas a partir de interceptações telefônicas.

Quanto à interceptação telefônica, Jail Azambuja não revelou que seu cliente foi submetido a esse tipo de procedimento. “Essa informação eu não posso passar”, declarou. Também não soube ao certo que desembargador autorizou as interceptações. “Só sei que foi autorizada por desembargador do Tribunal de Justiça”, limitou-se a dizer.

Também sabe que houve pedido de quebra de sigilo bancário, mas avisou que não tem os nomes dos que vão sofrer os efeitos da medida. “Ainda não tive acesso a todo o processo. O desembargador não me mostrou tudo. Meu acesso à investigação foi parcial”, justificou.

Ex vê relação - O ex-prefeito Alcides Bernal (PP) considera que as declarações do desembargador Ruy Celso Florence apontam que o foco do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) é a “compra” de votos na Câmara de Campo Grande para sua cassação, que aconteceu no dia 12 de março passado. “A verdade já está a olhos nus. Qualquer pessoa minimamente atenta a acontecimentos sabe que quem acusou, julgou e depois se beneficiou da situação. É muito grave. E o desembargador ontem deixou isso claro”, afirmou.

Apesar da conclusão a que chegou, Bernal não exibe prova da “compra” de votos. Indagado sobre os documentos que levou ao Gaeco no último dia 25 de abril, embora admitindo que a investigação já se tornou do conhecimento público após as informações do desembargador Ruy Celso, o ex-prefeito voltou a fazer suspense: “Apresentei provas que certamente são muito fortes, mas não posso dizer quais são por causa do sigilo”.




http://www.espacovital.com.br/consulta/noticia_ler.php?id=16717
 
VEIMAR GONCALVES em 30/04/2014 19:00:43
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