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Campo Grande, Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017

22/04/2016 14:04

Cimi não exerce influência sobre os indígenas, diz secretário da entidade

Michel Faustino
Cléber Buzatto (de branco) durante depoimento na CPI do Cimi, na Assembleia Legislativa. (Foto: Divulgação)Cléber Buzatto (de branco) durante depoimento na CPI do Cimi, na Assembleia Legislativa. (Foto: Divulgação)

O secretário executivo do Cimi (Conselho Missionário Indigenista), Cléber Buzatto, afirmou, durante depoimento a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), instaurada na Assembleia Legislativa para investigar a atuação da entidade em Mato Grosso do Sul, que a entidade não exerce nenhuma influencia sobre os povos indígenas e trabalha, tão somente, na formação dos índios com através de estudos antropológicos que lhe são ensinados.

O Cimi não incentiva, não instiga os povos indígenas nas suas ações. A atuação do Cimi seja aqui em Mato Grosso do Sul, ou em todo Brasil é na perspectiva da resolução de conflitos e na promoção da paz. O Cimi auxilia os indígenas.”, afirmou Buzatto.

A presidente da CPI, deputada Mara Caseiro (PSDB) questionou o secretário sobre as ações concretas do Cimi, ações que a entidade desenvolve voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos indígenas. A presidente lembrou que em 27 anos de atuação do Cimi dentro do Estado, nenhuma ação concreta pode ser percebida.

Outra preocupação, é quanto o financiamento da entidade , que segundo Buzatto, são provenientes de doações.

“O Cimi recebe doações de diferentes fontes. São feitas as prestações de contas, são feitas auditorias institucionais. Fazemos muito com pouco. A CPI vai poder confirmar isso, já que pediu a quebra do sigilo fiscal e bancário do Cimi”, declarou.

O secretário ressaltou que, a presença de agentes da entidade nas invasões, sempre que possível, tem como objetivo resguardar a integridade dos indígenas, e não incentivá-los para um eventual conflito.

Fase final - Os trabalhos da CPI caminham para a sua fase final. Na próxima segunda-feira (25), mais nove pessoas devem ser ouvidas.

Segundo a casa de leis, serão ouvidos Lindomar Pereira, Michael Mary Nolan, irmã Joana Ortiz, Rogério Batalha, Flavio Machado, Ramiro Luiz Mendes, Enedino da Silva, Mauro Paes e Wanderley Dias Cardoso. Uma outra reunião do grupo, ainda sem nomes confirmados, acontecerá na quarta-feira (27).




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