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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/05/2014 13:27

Com liminar de juiz, Bernal tentou "dar golpe", avaliam vereadores

Kleber Clajus
Durante sessão não faltaram pedidos de prisão ao ex-gestor e responsabilização por “formação de quadrilha” (Foto: Kleber Clajus / Arquivo)Durante sessão não faltaram pedidos de prisão ao ex-gestor e responsabilização por “formação de quadrilha” (Foto: Kleber Clajus / Arquivo)

A ocupação de prédios públicos pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP) e seus aliados, no dia 15 de maio, foi comparada a tentativa de golpe por vereadores. Durante sessão desta terça-feira (20), na Câmara Municipal, não faltaram pedidos de prisão ao ex-gestor, bem como responsabilização por “formação de quadrilha”. Bernal retornou ao cargo por oito horas, período em que documentos foram furtados e servidores agredidos e coagidos.

“Foi um golpe com indício de ditadura o que aconteceu no dia 15, envolvendo condutas tipificadas no Código Penal. Houve precipitação e desequilíbrio emocional ao agirem de maneira agressiva e violenta”, avaliou Otávio Trad (PT do B).

Ao ocupar a tribuna, Paulo Siufi (PMDB) fez questão de nomear abusos praticados contra servidores, como agressão, coação e revista de pertences. Ele também disse que Bernal possui “desequilíbrio mental” e deve ser responsabilizados pelos danos resultantes da ocupação do Paço Municipal e secretarias.

Elizeu Dionizio (SD), por sua vez, considerou o grupo vinculado ao progressista de “quadrilha”, mas que a ação colaborou para mostrar as pessoas o que ocorria nos bastidores. A vereadora Rose Modesto (PSDB) também lamentou a ocupação “em clima de ânimos exaltados”.

O retorno temporário de Bernal ocorreu após o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, acatar pedido de ação popular para anular o Decreto Legislativo que cassou o progressista em 12 de março. Contudo, oito horas depois, a decisão foi revertida em despacho do desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Vladimir Abreu da Silva.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), se cogitou abrir uma comissão para investigar se vereadores que acompanharam o ex-gestor cometeram quebra de decoro. Caso comprovada, a punição pode chegar a perda do mandato.

“Se fomos tão tolerantes em outras situações não podemos pegar esse episódio e transformar em um cavalo de batalha. Os vereadores disseram que não houve hostilidade”, comentou Mario.

Estiveram no gabinete, no dia 15 de maio, os vereadores e autores da ação popular Paulo Pedra (PDT), Ayrton Araújo (PT), Luiza Ribeiro (PPS) e Thaís Helena (PT). Zeca do PT estava em viagem na ocasião.

“Houve euforia de retornar e achei que podia comemorar, mas não teve quebra de decoro e vejo que podemos ser crucificados nessa história. Se houve excessos, deve ser punido quem fez isso”, afimou Ayrton.

Já Thaís, Pedra e Luiza justificaram que a ida até a prefeitura foi embasada na decisão da liminar, que determinava retorno imediato de Bernal ao cargo de prefeito.

“O juiz não mandou dar posse e nem intimar o Gilmar Olarte. Quando anulou o ato de cassação volta a situação anterior”, explicou Ribeiro, contrariando a interpretação dos demais vereadores que acreditavam ser necessária posse formal na Câmara.

Chiquinho Telles (PSD) e Airton Saraiva (DEM) ressaltaram que apenas uma conversa com os colegas parlamentares seria o suficiente, bem como o acompanhamento do inquérito policial sobre os danos causados ao erário público. “Que culpa eles tem? Foi o Bernal quem convocou e arquitetou tudo”, resume Telles.

Durante o período de validade da liminar, assessores de Bernal aproveitaram para trocar fechaduras do gabinete do prefeito e secretarias, bem como agredir e revistar servidores. Documentos e computadores também teriam sido furtados, conforme investigação policial.

Bernal negou que tenham ocorrido atos de vandalismo, mas justificou a troca de fechaduras para que ninguém “voltasse durante a madrugada para tentar apagar seus rastros”. Ele também acusou os próprios servidores do sumiço de documentos e equipamentos públicos, como computadores.



Porque os vereadores tiraram o foco da CPI da saúde, esse sim foi o maior golpe dado à população? Onde estão os culpados?
 
Carolina de Assis Rodrigues em 20/05/2014 17:49:00
Essa situação é uma vergonha, o prefeito Gilmar Ostentando gastando o dinheiro dos nossos impostos para redecorar seu gabinete trocando uma cadeira. Realmente isso tudo não passa de um jogo sujo contra o ex-prefeito Bernal, e contra a população que o elegeu. Esses vereadores deveriam trabalhar de verdade, visitarem os bairros da nossa Capital, onde faltam iluminação publica, rede de esgoto, creche, asfalto, postos de saúde, enfim, em Campo Grande esta faltando tudo.
 
Carolina de Assis Rodrigues em 20/05/2014 17:47:14
isso é uma panelinha contra o bernal acorda campo grande
 
Paulo Vitor Adriano em 20/05/2014 16:45:45
Absurdo... os secretários estavam nomeados na liminar para irem as secretarias causar terror? Claro que não. Correto o vereador Paulo Siufi! Investigação e punição nos responsáveis.
 
Daniel Novaes em 20/05/2014 14:52:22
AÍ TAMBEM OS VEREADORES ESTÃO EXAGERANDO, COMO PODEM CHAMAR DE GOLPE SE ELE ESTAVA COM A LIMINAR EM MÃOS E COM O OFICIAL DE JUSTIÇA? SE FOI TENTATIVA DE GOLPE FOI POR PARTE DO JUIZ QUE ASSINOU A LIMINAR, AGORA QUANTO À DEPREDAÇÃO DO PATRIMONIO, FURTO DE OBJETOS, AGRESSÃO E FAZER OS SERVIDORES PASSAR POR SITUAÇÃO VEXATÓRIA, AÍ SIM, O GRUPO MERECE PRISÃO NEM QUE SEJA POR ALGUNS DIAS, O IMPORTANTE É COLOCA-LOS NO SEU DEVIDO LUGAR DE CIDADÃOS COMUNS.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 20/05/2014 14:51:46
Ahhh tah,então quer dizer que os excelentíssimos vereadores podem dar o golpe, agora o Bernal tentar reconquistar o que é seu de direito graças aos mais de 170 mil votos não pode...(pácabá!!)
 
Stephanie Gabelloni em 20/05/2014 14:48:25
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