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Política

Com viagens a Dubai, presidente do CFM será investigado por gasto de R$ 1 milhão

Mauro Ribeiro, que comandou conselho de Medicina de MS, fez pelo menos uma viagem em três anos

Por Adriel Mattos | 28/11/2021 15:34
Presidente do CFM também comandou conselho de MS. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Presidente do CFM também comandou conselho de MS. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou proposta de fiscalização e controle para que o TCU (Tribunal de Contas da União) faça uma auditoria das contas do CFM (Conselho Federal de Medicina).

O presidente do CFM, Mauro Ribeiro, teria gasto R$ 1,1 milhão em viagens nos últimos dois anos. Ribeiro mora em Campo Grande e presidiu o CRM (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul).

O pedido do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) requer análise dos gastos com diárias e passagens de membros e servidores do órgão entre 2018 e 2021.

“Os conselheiros titulares e suplentes, embora não tenham salários fixos, receberam valores expressivos na forma de jetons e diárias nos anos de 2019 e 2020. A média dessas indenizações, que não são salários, para alguns, ficou acima de R$ 30 mil mensais. Há ainda o pagamento de passagens aéreas aos membros e o montante também nos intrigou”, escreveu o parlamentar.

Jetons são pagamentos por participações em reuniões e eventos. Ribeiro acumulou R$ 360,8 mil em 2019 e R$ 409,9 mil em 2020 em diárias e jetons. Já em passagens, foram pagos R$ 219,1 mil em 2019 e R$ 114 mil no ano passado.

“Quando se analisa detalhadamente os gastos com as passagens atribuídas ao presidente do CFM, observa-se que, nos três anos (2018, 2019 e 2020), ele esteve pelo menos uma vez na cidade de Dubai, localizada nos Emirados Árabes Unidos. Os preços das passagens aos Emirados Árabes foram superiores a R$ 30 mil reais”, apontou Vaz.

O Campo Grande News procurou o CFM para se posicionar sobre o caso e aguarda resposta.

Em nota ao UOL, o conselho negou irregularidades e informou que suas contas são auditadas e que o Portal da Transparência do órgão é “considerado uma das melhores ferramentas do tipo dentre os órgãos públicos”. A assessoria não comentou os gastos de Mauro Ribeiro.

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