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Campo Grande, Domingo, 22 de Abril de 2018

27/03/2018 15:09

Combate ao crime Rio depende da fronteira, diz Fábio Trad no Congresso

Parlamentar sul-mato-grossense cobrou que sejam interrompidos os cortes no orçamento do Sisfron

Gabriel Neris
Deputado Fábio Trad usou a tribuna para cobrar investimentos no Sisfron (Foto: Divulgação)Deputado Fábio Trad usou a tribuna para cobrar investimentos no Sisfron (Foto: Divulgação)

O deputado federal Fábio Trad (PSD) cobrou na tribuna da Câmara que sejam interrompidos os constantes cortes de investimentos no Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras). Segundo ele, será difícil em controlar a criminalidade no Rio de Janeiro sem cuidar da segurança nas regiões de fronteira. 

O parlamentar destacou a relação direta das estatísticas com o crescente tráfico de drogas na região de fronteira com o Paraguai e Bolívia. “O sisfron dialoga diretamente com os sistemas de inteligência que detectam as informações do tráfico internacional. Diminuir o investimento agora, nesse contexto de recrudescimento de violência é contraprudecente, é um ato de inconsequência política”, disse o deputado, cobrando ação do governo federal.

O deputado subiu à tribuna com dados do Monitor da Violência, que apontam aumento de 35% no número de homicídios em Mato Grosso do Sul entre 2011 e 2017.

Nos últimos dois anos os recursos destinados ao Sisfron caíram de R$ 285 milhões para R$ 132 milhões. O valor investido para o primeiro trimestre deste ano já é 16% menor que o mesmo período de 2017. “Definitivamente é impossível controlar a criminalidade no Rio de Janeiro sem cuidar das nossas fronteiras, que é por onde passam as armas e os entorpecentes que financiam toda a criminalidade e vitimam os cariocas”, disse Fábio Trad.

“As principais vítimas são as mulheres, índios e jovens negros. A taxa de homicídios é de 18,2 pessoas por 100 mil habitantes em Mato Grosso do Sul, mas entre os negros esse número salta para 28,5. Chama a atenção também a dinâmica do conflito, da vingança e da arma de fogo e o encarceramento em Mato Grosso do Sul, o maior do Brasil por 100 mil habitantes. Temos que discutir políticas públicas para essa problemática”, comentou o parlamentar.

O deputado também fez um comentário sobre a análise do secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, que apontou alguns caminhos combate à violência. “O que precisamos no Estado é de uma forte ação das forças policiais na prevenção e repressão ao tráfico e aos crimes dele decorrentes, com grupos especializados, como Departamento de Operações de Fronteiras, Delegacia Especializada de Crimes de Fronteira, além da capacitação do efetivo de toda a faixa de fronteira”, completou.



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