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Campo Grande, Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018

18/05/2016 12:37

De empresário a senador, Pedro Chaves vê ‘brasis’ e se adapta a nova rotina

Ele tomou posse na terça-feira e entra no lugar de Delcídio do Amaral, que teve o mandato cassado

Mayara Bueno
O novo senador na posse que ocorreu na terça-feira (17). (Moreira Mariz/Agência Senado)O novo senador na posse que ocorreu na terça-feira (17). (Moreira Mariz/Agência Senado)
Novo senador Pedro Chaves (PSC). (Foto: Arquivo)Novo senador Pedro Chaves (PSC). (Foto: Arquivo)

Acostumado com o ramo da educação e empresarial de Campo Grande, Pedro Chaves dos Santos Filho, 75 anos, viu sua rotina e função mudar completamente de um dia para outro ao se tornar senador de Mato Grosso do Sul. Do PSC, ele era suplente do ex-parlamentar Delcídio do Amaral (sem-partido), que teve o mandato cassado por decisão do próprio Congresso, na semana passada.

A posse de Chaves aconteceu na terça-feira (17), quando, segundo o próprio, já começou a trabalhar, indo ao plenário discutir com os colegas “assuntos relevantes”. No Senado, o novo parlamentar já tem “casa” de trabalho fixa. Ficará no Anexo I, no térreo, “com uma infraestrutura grande, com 10 funcionários trabalhando”.

Economista, reitor por 15 anos e criador da Uniderp, o novo senador já tem o nome em três comissões do Senado: de Educação, Meio Ambiente e de Assuntos Econômicos. Esta última presidida por Delcídio do Amaral, antes de sua prisão em novembro passado.

Para ele, a mudança de “cenário”, permitiu a ele confirmar o quanto de “brasis” há no Brasil. “Muito importante esta mudança, porque ter a convivência com outros senadores confirma que o País é formado por vários ‘brasis’, com economia e cultura, por exemplo, totalmente diferentes”.

Nestes primeiros dias já foi possível, acrescentou, perceber o quão abrangente é o Senado, lembrando que não discutirá apenas educação, mas abordará outros assuntos. “Me deixou muito feliz essa possibilidade. Lá tem uma universalidade que vai beneficiar bastante”.

Antes da mudança, que o obrigará a viajar para a capital federal pelo menos três vezes por semana, Pedro Chaves atuava especificamente como vice-presidente da Associação Comercial e mantinha “muitas atividades pessoais”. Sobre o motivo de aceitar ser senador, Chaves atribuiu a possibilidade de poder ajudar o Estado, os outros dois senadores, Simone Teber e Waldemir Moka, ambos do PMDB, além do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Prioridades – O novo senador sul-mato-grossense colocou como prioridade o Reviva, projeto de revitalização do centro de Campo Grande. “É importante, a cidade espera isso há dois anos”. Alguns projetos de lei do ex-senador Delcídio também serão retomados. O novo parlamentar ainda não sabe quais são as propostas.



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