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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

14/02/2017 09:13

Defesa de vereador quer fatiamento da denúncia da Coffee Break

Aline dos Santos
Câmara de Campo Grande foi visitada em operação realizada no ano de 2015. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Câmara de Campo Grande foi visitada em operação realizada no ano de 2015. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

A defesa do vereador Otávio Trad (PTB), denunciado na operação Coffee Break, quer que o processo seja desmembrado e que a transferência para o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) seja apenas para quem tem foro privilegiado. A ação é contra 24 empresários e políticos suspeitos de corrupção no processo de cassação do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

Na semana passada, o juiz da 6ª Vara Criminal , Márcio Alexandre Wust, determinou que os autos retornem ao tribunal porque Paulo Siufi (PMDB) trocou o cargo de vereador pelo de deputado estadual e passou a contar com foro privilegiado.

O advogado André Borges, que atua na defesa de Trad, apresentou recurso, chamado de embargos de declaração, para o desmembramento do processo. Segundo o advogado, o MPE (Ministério Público do Estado) deve ser ouvido antes da decisão do magistrado.

Advogado do ex-governador André Puccinelli (PMDB), Renê Siufi afirma que vai esperar a manifestação do juiz. “Vou aguardar para ver o que fazer”, diz.

Em outubro do ano passado, a denúncia “caiu” para a primeira instância após a renúncia de Gilmar Olarte, que tinha direito a foro privilegiado mesmo na condição de prefeito afastado. A renúncia do então prefeito afastado era uma medida para que o processo tramitasse em primeiro grau, abrindo mais uma possibilidade para recursos.

Com mais de 40 mil páginas, a denúncia da Coffee Break foi feita em junho de 2016 ao Tribunal de Justiça. Passados oito meses, a Justiça nem decidiu se a aceita ou não.

Núcleos – Na esfera de associação criminosa, os denunciados são: Gilmar Olarte, João Amorim (empresário), João Baird (empresário), Mario Cesar (ex-vereador), Fábio Machinsky (empresário), Airton Saraiva (ex-vereador), Flávio César (ex-vereador), André Puccinelli ( ex-governador), Nelson Trad Filho (ex-prefeito), Luiz Pedro Guimarães (empresário), Raimundo Nonato de Carvalho (empresário), André Scaff (procurador afastado da Câmara) e Carlos Naegele (empresário).

Na corrupção ativa, foram denunciados: Gilmar Olarte, João Amorim, João Baird, Mario Cesar, Fábio Machinsky, Airton Saraiva e Flávio César. Na corrupção passiva, a denúncia era contra 11 vereadores: Edil Albuquerque, Carlos Augusto Borges (Carlão), Edson Shimabukuro, Gilmar da Cruz, Eduardo Romero, Jamal Salém, João Rocha, Alceu Bueno (falecido), Otávio Trad, Paulo Siufi e Waldecy Batista Nunes, o Chocolate. Edil, Shimabukuro, Jamal e Chocolate não foram reeleitos.




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