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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

17/11/2015 13:00

Depois de 3 horas no Gaeco, vereador Carlão sai sem o "WhatsApp"

Antonio Marques
Vereador Carlão ficou por mais de três horas no Gaeco, mas disse que depoimento durou cerca de 40 minutos (Foto: Fernando Antunes)Vereador Carlão ficou por mais de três horas no Gaeco, mas disse que depoimento durou cerca de 40 minutos (Foto: Fernando Antunes)

Depois de três horas no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), diz que o depoimento durou cerca de 40 minutos e não quis detalhar os questionamentos dos promotores, apenas que eles pediram o aparelho celular com o aplicativo Whats App, equipamento que motivou o pedido de afastamento do parlamentar no início do mês.

Ao chegar à sede do Gaeco, no Parque dos Poderes, pouco antes das 9 horas, Carlão estava falante e fez várias críticas ao prefeito Alcides Bernal (PP). “Vou responder aos questionamentos dos promotores sem ser leviano com nenhum colega, sem acusar ninguém”, declarou ao entrar.

Sobre o fato de ficar mais de três horas nas dependências do prédio, o vereador disse que o depoimento iniciou na hora marcada, mas que os promotores tiveram outros atendimentos e, por isso, teve que ficar esperando.

Questionado se os promotores teriam apresentado fatos novos nas perguntas durante o depoimento, o vereador negou e disse que foi ele quem mais falou e entregou o telefone. “Eu já havia disponibilizado o celular, mas eles preferiram que fosse oficial, o que aconteceu hoje”, comentou.

Ao sair, pouco depois das 12 horas, o vereador Carlão já estava mais comedido e se limitou a dizer que sempre se colocou a disposição dos promotores, e que o aparelho celular ficaria para ser periciado para comparar as provas do inquérito da operação Coffee Break, que apura a compra de votos dos vereadores da Capital que cassou o mandato do prefeito Alcides Bernal, em março de 2014.

Segundo o parlamentar, no dia em que foi levado coercitivamente pelo Gaeco os promotores não disseram que queriam o aparelho com o aplicativo WhatsApp e ele entregou o que estava em mãos, pois o Iphone 6S, que havia acabado de comprar, estava carregando. “Agora eles vão ficar com o aparelho pelo tempo necessário e continuo colaborando com as investigações”, concluiu. Agora o vereador vai ter que adquirir novo aparelho e linha. Dois foram apreendidos pelos promotores.



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