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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Março de 2019

16/10/2018 13:00

Deputados aguardam 2° turno para discutir comando da Assembleia

Por ter maior bancada PSDB leva vantagem, mas vai precisar da ajuda de outros partidos

Leonardo Rocha
Deputados Márcio Fernandes (MDB), Rinaldo Modesto (PSDB), Eduardo Rocha (MDB), Felipe Orro (PSDB), Pedro Kemp (PT) e João Grandão (PT), durante sessão na Assembleia (Foto: Victor Chileno/ALMS)Deputados Márcio Fernandes (MDB), Rinaldo Modesto (PSDB), Eduardo Rocha (MDB), Felipe Orro (PSDB), Pedro Kemp (PT) e João Grandão (PT), durante sessão na Assembleia (Foto: Victor Chileno/ALMS)

Os deputados e líderes partidários aguardam a definição do segundo turno, em Mato Grosso do Sul, para começaram a discutir o comando da Assembleia, a partir de 2019. Eles alegam que o governador eleito terá muita influência no legislativo, podendo “ditar o rumo” de quem vai presidir e ficar com os principais cargos na Casa de Leis.

O atual presidente, o deputado Junior Mochi (MDB), deixa o cargo no final do ano, depois de ficar por duas vezes a frente do legislativo. A nova eleição da mesa diretora será feita em fevereiro, assim que começar os trabalhos dos novos deputados eleitos. Dos 24 deputados atuais, 13 foram reeleitos, oito são novatos e ainda têm três retornos: Londres Machado (PSD), Marçal Filho (PSDB) e Carlos Alberto David (PSL), o Coronel David.

A maior bancada continua sendo do PSDB com cinco deputados, credenciando a legenda a ficar com o comando do legislativo, no entanto o próprio líder tucano não bate o martelo. “Esta articulação começa depois do segundo turno, depende do resultado. Ter a maior bancada é importante, mas não decisivo para eleger o presidente”, disse Rinaldo Modesto (PSDB).

Lídio Lopes (PEN) também pondera que o tema deve esperar o final do segundo turno. “Não tem como negar, o governador eleito tem sua influência na Assembleia”. O deputado acredita que a coligação liderada pelo PSDB, que elegeu 16 integrantes, vai conduzir a escolha do novo presidente. “Já é um bloco formado, se estiver unido, define os cargos”.

Concorrentes - Eduardo Rocha, líder do MDB, adiantou que pretende concorrer ao cargo (presidente), apesar de concordar que o assunto vai “engrenar” após as eleições. “Eu gostaria de ser presidente, coloco o nome à disposição, mas sabemos que passa muito pelo resultado da eleição”.

Renato Câmara (MDB), um dos reeleitos, disse que seu partido ainda não sentou para discutir o tema. “Ainda é cedo, o presidente será aquele que conseguir compor com as bancadas, dar equilíbrio dentro do legislativo, por enquanto indefinido”.

Os dois deputados mais votados da eleição foram Renan Contar e Carlos Alberto David, ambos do PSL, no entanto os parlamentares adiantaram que para esta "eleição interna", este fator conta pouco, sendo mais forte aquele que conseguir o apoio das bancadas. 

Cargos - Já a bancada do PT, que vai ser reduzida de quatro para dois deputados, espera ao menos ter um representante na mesa diretora, hoje eles ocupam a 2° secretaria. “Vamos pleitear espaço, compor com outros partidos, até porque diminuímos de tamanho, mas a presidência deve ficar com um deputado que já tenha experiência aqui dentro”, disse Pedro Kemp (PT).

Na última eleição da mesa diretora, mesmo o PSDB tendo a maior bancada, a presidência ficou com o MDB, que naquela oportunidade fez acordo com PDT, DEM, PEN e PT, conseguindo a maioria. Os cargos principais ficaram com Junior Mochi (presidente) e Zé Teixeira (DEM), na 1° secretária.

Aos tucanos restou a 1° e 3° vice-presidência, além do 3° secretário. No acordo ainda incluiu  a presidência da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), que naquela oportunidade ficou com o deputado Beto Pereira (PSDB). 



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