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Política

Deputados confirmam aumento salarial, com 4 votos contra

O texto passou por segunda votação e será encaminhado para sanção pelo governador

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 26/03/2026 11:42
Deputados confirmam aumento salarial, com 4 votos contra

O projeto de lei de reajuste geral anual dos servidores públicos passou na manhã desta quinta-feira por segunda votação e será encaminhado para o governador Eduardo Riedel (PP) para sanção. Ele prevê a aplicação da inflação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, de 3,81% nos salários a partir de abril, com pagamento na folha de maio.

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O projeto de lei que prevê um reajuste salarial de 3,81% para os servidores públicos de Mato Grosso do Sul foi aprovado na Assembleia Legislativa, com 16 votos a favor e 4 contra. O aumento, que será aplicado a partir de abril e pago em maio, beneficiará cerca de 86 mil servidores, incluindo os do Poder Executivo e instituições autônomas.O impacto financeiro do reajuste nas receitas do Estado é significativo, com estimativas de R$ 353,5 milhões em 2026, R$ 473,5 milhões em 2027 e R$ 490,2 milhões em 2028. O presidente da Assembleia, Gerson Claro, destacou a importância de distinguir a correção salarial da discussão sobre reajustes com ganho real.

Cerca de 86 mil servidores devem ser beneficiados pela correção, que se estende aos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e instituições com autonomia financeira, caso do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e Defensoria Pública.

No painel de votação da Assembleia Legislativa constavam 22 parlamentares na sessão, mas o resultado apresentou 16 votos favoráveis e 4 contrários. Ontem, João Henrique Catan (Novo), Zeca do PT e Gleice Jane (PT) tinham votado contra. Hoje, o também petista Pedro Kemp votou contra. Ele disse que na primeira votação tinha analisado a regularidade do projeto e hoje votava no mérito do texto.

O relatório de impacto do reajuste nas receitas do Estado aponta que em 2026 será de R$ 353.518.386,47, subindo a R$ 473.520.938,54 em 2027 e em 2028 deve impactar em R$ 490.188.875,58.

Alguns servidores foram à Assembleia acompanhar a votação. O presidente da Casa, Gerson Claro (PP), pontuou que era preciso separar a correção dos salários aplicando o percentual da inflação, que é feita nesse momento de data-base, de discussão de reajuste com ganho real. O texto chegou à Assembleia no começo da semana e passou ontem por primeira votação, após acordo de lideranças que assegurou tramitação acelerada.