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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

29/11/2017 13:27

Deputados dizem que as emendas melhoraram a reforma da previdência

Eles citam as emendas como justificativa para terem votado a favor da reforma

Leonardo Rocha
Deputados Herculano Borges e Márcio Fernandes, durante sessão (Foto: Assessoria/ALMS)Deputados Herculano Borges e Márcio Fernandes, durante sessão (Foto: Assessoria/ALMS)

Os deputados disseram que as mudanças no projeto original, melhoraram a reforma da previdência e que por este motivo, votaram a favor da proposta. Eles citaram por exemplo, que os servidores que recebem abaixo do teto do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), vão continuar a contribuir com apenas 11%. 

"Se fosse o texto original votaria contra, mas as emendas que foram apresentadas diminuíram o impacto sobre os servidores, como o aumento da contribuição apenas para quem ganha acima do teto, isto faz com que 75% dos servidores não sejam atingidos", disse Herculano Borges (SD).

Márcio Fernandes (PMDB) também citou estas mudanças, como justificativa. "O governo estadual cedeu em vários pontos, então entendi que o melhor para o Estado era aprovar a reforma. Acredito que vai ser melhor para população e ruim apenas para alguns que perdem privilégios", disse o parlamentar.

Rinaldo Modesto (PSDB), líder do Governo, também citou que outra mudança (projeto), que foi a vinculação do aumento do patronato, de 22% para 25%, para compensar o fundo previdenciário. "Esta diferença vai direto para o fundo durante 60 meses, como uma espécie de devolução, o que representa por volta de R$ 6,5 milhões por mês".

Zé Teixeira (DEM) também alegou que "não tem como ter dois fundos" da previdência e que as mudanças na alíquota de contribuição, não vai atigir quem ganha os menores salários. "É preciso diminuir o rombo da previdência, para dar um alívio ao caixa do governo, está chegando a um déficit de R$ 1 bilhão por ano".

Excessos - Os deputados ouvidos pelo Campo Grande News alegaram que houve "excesso" dos manifestantes, ao tentar invadir o plenário da Assembleia, para impedir a votação, além dos atos de vandalismo, como as portas que foram quebradas. "Contestar é livre, mas quebrar e depredar eu não concordo, fiquei triste em ver a desordem", disse Teixeira.

Para Márcio Fernandes, a população em geral "não aprova baderna" e que devido aos excessos nas manifestações, era necessário o esquema de segurança e reforço policial. "Tinha que garantir a segurança dos deputados e das pessoas que trabalham aqui".



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