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Política

Em MS, Lula propõe comprar terras para indígenas

Durante discurso na JBS na Capital, presidente pediu para Riedel procurar terras para os guarani-kaiowá

Por Gabriela Couto | 12/04/2024 12:33
Momento do discurso em que presidente Lula cumprimenta governador Eduardo Riedel (PSDB) após provocar uma solução para problema de conflito de terras entre indígenas e fazendeiros em Dourados (Foto: Henrique Kaminami)
Momento do discurso em que presidente Lula cumprimenta governador Eduardo Riedel (PSDB) após provocar uma solução para problema de conflito de terras entre indígenas e fazendeiros em Dourados (Foto: Henrique Kaminami)

Durante discurso em Campo Grande, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lula (PT), propôs ao governador Eduardo Riedel (PSDB) a compra de terras em parceria com o governo federal para salvar os indígenas que vivem acampados em Dourados, localizada a 228 km de Campo Grande.

“Quero fazer uma proposta. Vamos comprar em sociedade uma terra para salvar os guaranis que vivem em Dourados. Se achar as terras, pode me telefonar a hora que quiser, para que a gente recupere a dignidade do povo. O governo federal será parceiro na compra e no cuidado deles”, afirmou Lula.

Ele destacou que os povos originários não podem ficar na beira da estrada, mendigando. “Vamos comprar essas fazendas para fazer o que tiver que fazer na terra para dar o direito a decência que eles perderam por falta de trato e respeito com eles”.

O momento foi marcado por um abraço entre o presidente e o governador, além dos gritos da plateia ovacionando o discurso.

A preocupação do presidente se refere a situação histórica de perda de direitos dos indígenas em Mato Grosso do Sul. Com a falta de demarcação de terras, os guarani-kaiowá vivem em conflito com fazendeiros que para eles estão em área que para os indígenas eram dos seus ancestrais.

Para tentar retomar o 'tekoha' (terra), eles vivem de forma improvisada nas margens de rodovias, sem condições mínimas como falta de água e saneamento básico.

A fome é outro ponto marcante para essas comunidades que não conseguem produzir nas terras ocupadas. Paralelamente a todo esse cenário, ainda há registros de uso excessivo de entorpecentes e álcool na comunidade, com episódios frequentes de suicídios e estupros de jovens indígenas em meio à vulnerabilidade social, que desemboca na violência.

Sentados lado a lado, Riedel e Lula trocaram cumprimentos várias vezes (Foto: Henrique Kawaminami)
Sentados lado a lado, Riedel e Lula trocaram cumprimentos várias vezes (Foto: Henrique Kawaminami)

China – Lula destacou a importância da parceria com o país asiático que vai receber a proteína sul-mato-grossense nos próximos dias. “Essa é uma homenagem que a China faz para Brasil exportar. Vamos mostrar para o Xi Jinping, o povo batendo palma no dia que estamos embarcando a carne que daqui alguns dias. Essa carne que colocamos a mão, vai ter muito chines comendo”, destacou.

O presidente fez questão de enfatizar a importância das viagens internacionais no início do mandato, que resultaram na negociação comercial. “Ano passado foi o mais extraordinário do meu governo, fomos recebidos com muito carinho pelo governo Chinês e em novembro está confirmado o Xi Jinping no Brasil”, completou.

Comércio – Sobre a política externa o presidente ressaltou que tem solicitado a todos os seus ministros o esforço para “vender o Brasil” a cada retorno de encontros.

“Em um ano, fiz reuniões com todos os 66 presidentes da União Europeia e América Latina. Também me encontrei com outros 110 presidentes no G20. Quando eu volto, eu digo para os ministros, preparem a bolsa e coloquem o que Brasil tem que vender embaixo do braço e vá viajar o mundo”, destacou.

Lula espera que daqui um ano o país terá 1 trilhão de dólares no comércio exterior. Além disso, o Brasil terá encontros importantes em 2025, com a realização das reuniões dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas)

“O mundo todo fala da Amazônia. Agora vamos mostrar ao mundo o que é a Amazônia. Não é só o que se vê de foto, satélite ou sobrevoando de avião. Tem gente morando lá. As pessoas precisam conhecer”, explicou ao lembrar do evento programado para novembro do próximo ano, em Belém (PA).

Política – O presidente abriu o discurso em Campo Grande falando de política. Ele aproveitou para relembrar que os chineses vieram ao Brasil para olhar as primeiras plantas frigoríficas em 2018. “Eu estava preso na Polícia Federal, por conta da maior mentira que foi contada neste país. Eles vieram aqui e não abriram o mercado”, relembra.

Lula disse que é preciso ter humanidade em tempos de excessos das redes sociais. “Se você perder esse jeito de ser da humanidade, deixa de humanista. Uma parte de nós está virando algoritmo, uma parte levanta 5h e a primeira coisa que faz é pegar o celular e ver se tem alguma bobagem para assistir. Quando a humanidade desaparece, a mentira é destaque. Mas mentira tem perna curta e é questão de tempo, uma hora a verdade aparece”, filosofou.

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