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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Março de 2019

19/12/2018 10:32

Empresários vão à prefeitura exigir veto ao reajuste dos vereadores

Câmara aprovou aumento de quase 48% dos salários, mas cabe ao prefeito Marquinhos Trad sancionar ou vetar

Ângela Kempfer e Danielle Valentim
Representantes da CDL e da Associação Comercial seguram cartazes em frente à prefeitura. (Foto: Danielle Valentim)Representantes da CDL e da Associação Comercial seguram cartazes em frente à prefeitura. (Foto: Danielle Valentim)

Grupo com cerca de 30 pessoas faz protesto na manhã desta quarta-feira (19) em frente à Prefeitura de Campo Grande, contra reajuste dos salários dos vereadores, aprovado na Câmara Municipal.

Empresários filiados as 2 principais entidades do comércio da Capital, CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e da Associação Comercial de Campo Grande, levaram cartazes com frases do tipo: “Veta Marquinhos” e “Reajuste Não".

O prefeito tem até o dia 10 de janeiro para decidir se sanciona ou veta o projeto que concede aumento de quase 48% de aumento nos salários dos vereadores.

“Queremos bom senso. Não dá para falar de 48%, se a reposição da inflação é 4%. Não tem como falar em reajuste tão alto. Agora, a preocupação maior deveria ser com o desemprego. Porque quem paga a conta no fim é a população. Sem emprego, não tem consumo", avalia o presidente da CDL, Adelaido Vila.

Os vereadores justificam o reajuste como algo que não teria impacto às contas municipais, porque o valor sairia do duodécimo repassado pela prefeitura. “Mas o bom é quando sobra do duodécimo, porque o recurso volta como investimento para a população", defende Adelaido.

O presidente da Associação Comercial de Campo Grande, João Polidoro, aproveitou para convocar mais empresários para a movimentação contra o reajuste. "Ninguém pode deixar que isso aconteça. Não cabe, não é o momento. Viemos aqui exigir do prefeito que o Marquinhos faça a partir dele.”

Neste momento, o grupo é recebido pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Ontem, durante sessão na Câmara, os vereadores recuaram sobre o projeto de reajuste do prefeito, a pedido do próprio Marquinhos. Mas ainda insistem em aumentar os salários a partir da próxima legislatura, em 2021.

Movimento tem cerca de 30 pessoas nesta manhã. (Foto: Danielle Valentim)Movimento tem cerca de 30 pessoas nesta manhã. (Foto: Danielle Valentim)


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