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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

01/06/2017 12:22

Enquanto Assembleia tenta mudar nome de lei, Câmara aplaude Harfouche

Paulo Nonato de Souza e Richelieu de Carlo
O procurador Sérgio Harfouche acompanhou a sessão da Câmara nesta quinta-feira (Foto: Richelieu de Carlo)O procurador Sérgio Harfouche acompanhou a sessão da Câmara nesta quinta-feira (Foto: Richelieu de Carlo)

A Lei Harfouche continua gerando polêmicas. Se na Assembléia Legislativa um grupo formado por oito deputados apresentou uma emenda para retirar o sobrenome do procurador Sérgio Harfouche do título do projeto de lei que atribui aos alunos a tarefa de reparar danos após atos de vandalismo em escolas da rede estadual de ensino, na Câmara Municipal de Campo Grande ele ganhou uma moção de congratulação nesta quinta-feira, 01.

Apresentada pelo vereador André Salinero (PSDB), a moção foi aprovada por unanimidade em votação simbólica na sessão presidida pelo vereador Derly dos Reis de Oliveira, o Cazuza (PP), com a justificativa de reconhecimento aos anos de trabalho do procurador na área da infância e juventude não apenas em Mato Grosso do Sul, mas também em outros estados.

“O Harfouche faz um bom trabalho contra a violência e o uso de drogas em suas palestras, e não podemos deixar que fatos isolados, como esses acontecimentos recentes, prejudiquem a imagem dele”, disse o vereador André Salineiro, referindo-se a uma palestra do procurador sobre evasão escolar realizada no dia 25 de maio, no Estádio Douradão, em Dourados, quando ele convocou todos os presentes para uma oração religiosa.

Os parlamentares que assinaram a proposta de emenda para mudar o nome da lei - Rinaldo Modesto (PSDB), Herculano Borges (SD), Beto Pereira (PSDB), Coronel David (PSC), Mara Caseiro (PSDB), Flávio Kayatt (PSDB) e Paulo Siufi – avaliam que a polêmica gerada em torno da "Lei Harfouche" tira o foco para o conteúdo da lei, e com a mudança o projeto deixaria de ser personalístico e haveria maior atenção à sua essência.

“Essa é uma postura de repúdio. O que aconteceu foi uma armadilha, um embuste, que foi preparado para confrontar a aprovação da lei, que já era certa. Como não tinham mais argumentos para atacar o projeto de lei, os deputados começaram a me atacar”, disse ao Campo Grande News o procurador Sérgio Harfouche, que acompanhou a sessão da Câmara nesta quinta-feira.




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