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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

24/04/2009 15:07

Escândalo das passagens atrasa socorro às prefeituras

Redação

Prefeituras que dependem do socorro que o governo federal prometeu para reajustar o salário dos seus funcionários estão num beco sem saída. A crise que se instalou no Congresso, com o escândalo das passagens aéreas, emperrou a medida provisória que autoriza a União socorrer financeiramente os municípios.

O reajuste do funcionalismo depende do dinheiro federal. O projeto era para ser votado na quarta-feira, mas ficou para a próxima semana, depois que as atenções todas se voltaram para as denúncias de que deputados distribuíam passagens aéreas para familiares viajar por conta do dinheiro público.

Nem os mais otimistas acreditam que o projeto possa ser votado na semana que vem. As passagens ainda devem ocupar o centro da discussão parlamentar. Na terça ou quarta-feira, da semana que vem, a Câmara deve votar ato que proíbe uso de passagens por parentes e amigos dos congressistas. Sexta-feira é feriado, 1º de Maio, data-base da maioria dos funcionários municipais.

Com 15 mil funcionários e folha salarial de R$ 32 milhões mensais, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, ainda não sabe o que fazer. Ele tem até o dia 30, quinta-feira, para aprovar na Câmara de Vereadores o índice de reajuste. Vai passar o final de semana debruçado sobre os números para definir os valores.

O socorro federal será dado conforme o déficit do primeiro trimestre do ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Campo Grande, por exemplo, o valor é de R$ 1,5 milhão. Se até o meio da semana não for aprovado a medida provisória, o prefeito deve mandar, mesmo no escuro, o projeto com o reajuste do funcionalismo acreditando que o governo não vai deixar as prefeituras na mão.

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