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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

06/10/2019 11:15

Garoa espanta eleitores nas primeiras horas de votação em Miranda

Município da região oeste de Mato Grosso do Sul escolhe novo prefeito para mandato "tampão"

Jones Mário
Poucos votantes procuraram sessões eleitorais do município pela manhã deste domingo (Foto: Divulgação/PM em Miranda)Poucos votantes procuraram sessões eleitorais do município pela manhã deste domingo (Foto: Divulgação/PM em Miranda)

Os primeiros momentos de votação para escolha do prefeito que irá completar o mandato 2017-2020 em Miranda, neste domingo (6), foram marcados pela garoa que cobre a cidade, localizada na região oeste do Estado. Nenhuma alteração ou crime eleitoral foram registrados passadas três horas da abertura das sessões eleitorais.

De acordo com o tenente Marcos Masaaqui, comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar em Miranda, a movimentação nos 22 locais de votação do município foi tímida até a metade desta manhã.

Segundo ele, uma chuva fina persiste e ajuda a espantar a maioria dos 18 mil eleitores cadastrados. A PM faz rondas ostensivas pelas sessões de Miranda, das quais 7 ficam em aldeias indígenas e 4 na zona rural.

A delegacia de Polícia Civil da cidade não registrou crimes eleitorais nesta manhã.

Policiais federais foram destacados de Campo Grande para acompanhar o pleito. Agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) também trabalham nas eleições neste domingo.

A reportagem procurou o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

Candidatos – Os eleitores de Miranda têm três opções nas urnas. Edson Moraes (Patriota), presidente da Câmara e atual prefeito interino, tem como vice o também vereador Ronaldo Lisboa (PDT) e encabeça a coligação Juntos por Miranda (PTB, PT e PSB integram a chapa).

O Solidariedade lançou a candidatura do vereador Giorgio Bruno Maia Cordella, com Daniel Rodrigues Benites Filho como vice.

Pelo PV, disputam o Executivo José Lopes dos Santos Sobrinho como candidato a prefeito, acompanhado pelo vice Cornélio da Costa e Souza Neto.

Histórico – A disputa eleitoral é resultado da cassação da prefeita e vice eleitos em 2016. Marlene Bossay (MDB) e Antônio Rojo (PTB) perderam os mandatos por decisão do TRE-MS, sob alegação de trocarem votos por cestas básicas e combustíveis. A acusação rendeu também a perda do mandato do vereador Ivan Bossay (MDB), filho da ex-prefeita.

Os três foram acusados de oferecer cestas básicas e vales-combustível a moradores – Alexandre Bossay, filho da prefeita afastada e irmão de Ivan, teria ido à aldeia Lalima em 26 de setembro de 2016 entregar cestas básicas a uma moradora em troca de votos. Cinco dias antes, uma operação policial aprendeu vales-combustível em um posto da cidade. Os tíquetes seriam distribuídos entre eleitores.

A denúncia chegou à Justiça em 7 de dezembro de 2016 e, em abril de 2018, foi julgada procedente em primeira instância. O prefeito a ser eleito interinamente exercerá mandato tampão inferior a 14 meses – em 2020 haverá eleições municipais em todo o país.

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